sábado, 17 de janeiro de 2015

COMO AUMENTAR SUAS VENDAS?

A RESPOSTA É: CROSS-SELLING



Uma das melhores, e mais fáceis, maneiras de aumentar as vendas e lucratividade de uma empresa é vender mais para os clientes atuais.

Parabéns, você conseguiu um novo cliente. Agora, você tem que fazer Marketing pra cima dele!
Marketing e as atividades de nutrição de leads não são apenas para converter prospects em clientes; mas para APROFUNDAR O RELACIONAMENTO COM OS CLIENTES!
Se o cliente só ouve falar de você na hora da renovação do contrato, VOCÊ ESTA ERRADO!
Hoje em dia os clientes escolhem os fornecedores baseados na capacidade do cara em se tornar um conselheiro e um parceiro da empresa, e não apenas um tirador de pedidos de preços baixos!

Mas, o que é CROSS-SELLING?
Cross-Selling é vender novos serviços para os clientes atuais atendendo as necessidades DELES!

10 erros que o vendedor comete:
1) Não escuta o cliente.
2) Não entende as suas necessidades.
3) Não responde na hora certa.
4) Não convence o cliente do valor da oferta.
5) Não tem uma proposta matadora.
6) Fala demais.
7) Não cria empatia.
8) Não tem entusiasmo pelo que vende.
9) Não sabe apresentar nada.
10) Não sabe escrever.

Algumas oportunidades de Cross-Selling que existem:
1) Os seus clientes tem necessidades que você não atende.
2) Os seus clientes tem necessidades que ninguém atende.
3) Clientes dos seus colegas tem necessidades.
4) Necessidades adicionais podem ser identificadas durante a entrega do serviço.

Mas, nem sempre o cliente apresenta o vendedor para outras pessoas dentro da empresa. Por que?
Digamos que o vendedor percebe que o cliente tem um problema no firewall.
O primeiro instinto do vendedor é: “O que você acha de eu pedir para a minha colega Silvia te ligar para falar sobre o problema que você tem no firewall?”
Veja como uma simples ação pode detonar a confiança que o cliente tem no vendedor:
1) O cliente não conhece a Silvia.
2) O cliente não sabe se a Silvia entende de firewall.
3) O cliente não sabe se o vendedor entende o suficiente de firewall para recomendar alguma coisa.
4) O cliente não sabe se o vendedor entende o suficiente para explicar alguma coisa para a Silvia.

E pior, e quanto a Silvia?
1) A Silvia não conhece o problema do cliente.
2) A Silvia não sabe se o vendedor conhece o suficiente sobre ela ou sobre o cliente para recomendá-la.
3) A Silvia não conhece o cliente.

O quê os clientes querem:
Alguém relevante, que pesquisa, que conhece os desafios e apresente uma proposta decente que resolva o problema.

O que os cliente não querem:
Alguém que esteja mais interessado em empurrar um produto para cima dele e aumentar as suas vendas do que realmente entender os reais problemas do cliente.

O que o vendedor deveria ter dito:
“Eu acredito que você tem um problema no firewall. Mas antes de procurar por um especialista para resolver o problema, eu quero me assegurar que eu entendo a situação. Eu não sou um especialista em firewall, mas eu conheço o suficiente para falar com a pessoa certa se eu coletar algumas informações antes. Vamos falar.”

O vendedor então deveria procurar a Silvia e dizer:
“Eu acredito que eu tenho um cliente com um problema no firewall. Antes de envolvê-la no assunto, diga-me quais perguntas eu devo fazer ao cliente antes de você conversar com ele. Eu vou atrás das respostas, e depois te apresento o cliente.”

Antes de passar o cliente para a Silvia, o vendedor deve ter outra conversa com o cliente:
“Eu preciso das seguintes informações de você..., e eu quero falar algumas coisas para você sobre a Silvia...; Deixa eu passar essas informações para ela, e vamos organizar uma reunião ou conf call.”

CROSS-SELLING É SOBRE DESCOBRIR OS PROBLEMAS QUE O CLIENTE NEM SABE QUE TEM, E RESOLVER, CASO VOCÊ POSSA.

E seu o seu problema não é a falta de produtos, é falta de relacionamento com o cliente?
Vai lançar um novo produto no mercado? Pare de pensar nele como se fosse um lançamento de produto, e comece a pensar como se fosse uma oportunidade de resolver um problema prioritário do cliente. Procure pensar sob a perspectiva do cliente.

Você precisa estudar os problemas do seu cliente:
1) Quais problemas ele enfrenta diariamente?
2) Quais mudanças vão acontecer no mercado do cliente?
3) Quais mudanças vão acontecer na empresa do cliente?
4) Quais outras soluções e fornecedores eles utilizam?

VOCÊ NÃO PRECISA RESOLVER TODOS OS PROBLEMAS DO CLIENTE, CRIE UMA REDE DE PARCEIROS!

COMO FAZER CROSS-SELLING FUNCIONAR?
1) Identifique um problema que o cliente não sabe que tem;
2) Desenvolva ideias para resolver o problema;
3) Introduza um novo colega ou parceiro;
4) Sugira uma reunião para resolver a questão;

A sua meta é simples: oferecer ideias tão inovadoras que o cara vai querer compartilhar com outras pessoas.

A proatividade vai levar o vendedor a liderar a agenda do cliente!
1) Faça reuniões com o cliente com frequência consistente para discutir as prioridades.
2) Lidere uma reunião annual com o cliente fora da empresa.
3) Uma ou duas vezes por ano, mergulhe em uma questão que é importante para o cliente.
4) Desenvolva e promova os seus próprios Pontos de Vistas.
5) Brainstorm sobre idéias de como melhorar o negócio do cliente.
6) Invista tempo para visitar as operações do cliente.

11 coisas que você precisa fazer para fazer cross-selling:
1) Trate os clientes como uma família.
2) Procure por sinais de mudanças.
3) Aprenda sobre o negócio e compartilhe o que aprendeu.
4) Dê uma Assistência na carreira do Cliente.
5) Entenda as Agendas Pessoais.
6) Compartilhe Tecnologia, Sistemas, e Soluções.
7) Conte histórias para expandir o conhecimento sobre o que você faz.
8) Mergulhe dentro da empresa do cliente.
9) Expanda e exponha a sua equipe de serviços.
10) Ofereça serviços grátis para resolver problemas.
11) Reveja regularmente o trabalho e o relacionamento.

Metas de CROSS-SELLING que você poderia ter:
Completar o perfil dos meus clientes-chaves.
Expandir a sua rede de contatos dentro do cliente em dois ou três novos departamentos.
Criar uma agenda de reuniões frequentes com os três clientes chaves para conhecer seus objetivos.
Construir três novos relacionamentos dentro da sua própria empresa.
Perguntar internamente como você pode ajudar.

SE O CLIENTE BLOQUEIA VOCÊ É PORQUE ELE AINDA NÃO ENTENDEU O QUE VOCÊ PODE FAZER POR ELE!
A SOLUÇÃO CHAMA-SE EDUCAÇÃO!

(1) Convide o cliente para participar uma comunidade de clientes VIP que acabaram de comprar; (2) Ao participar o cliente ganha ingresso para eventos exclusivos, pesquisas, ofertas especiais e relevantes; (3) ingresso para um grupo fechado na Linkedin; o objetivo é evangelizar a galera para espalhar a mensagem pela empresa.

Uma dica rápida…
Independente do quanto você está falando com os seus clientes, MUITO PROVAVELMENTE você não está falando com eles o suficiente.

O Objetivo do Marketing…
Fazer o cliente falar sobre quais são as dificuldades que ele está enfrentando.

O seu Marketing deve fornecer informação que ajuda o cliente a decidir!

Para se aprofundar no assunto e todos os outros assuntos relacionados a MARKETING, sugiro a assinatura PREMIUM da empresa BIZ REVOLUTION, veja mais: http://www.bizrevolutionpremium.com.br/assine-a-bizrevolution-premium/



As pessoas querem AUTENTICIDADE!



Em um mundo cada vez mais motivado pelas experiências, os consumidores anseiam pelo que é autêntico. Sua empresa já descobriu o que fazer a respeito?

É um paradoxo da Economia da Experiência nos dias de hoje: quanto mais artificial o mundo aparenta ser, mais exigimos o que seja real. À medida que a realidade é classificada, alterada e comercializada, os consumidores reagem ao que é envolvente, pessoal, memorável - e, acima de tudo -, autêntico. Se os clientes não consideram suas ofertas reais, você será rotulado como inautêntico - falso! - e perderá vendas.

O fracasso das instituições: A realidade obviamente ineficaz
Qual é o motivador final da autenticidade como a nova sensibilidade do consumidor? A desgastada reputação de nossas principais instituições sociais...

Dúvidas também são levantadas em relação às faculdades e universidades. Muitos alunos matriculados não estão na faculdade para aprender, mas para receber diplomas e/ou se divertir; e inúmeros livros de ficção foram publicados, incluindo o romance de Tom Wolfe, EU sou Charlotte Simmons, expondo as realidades indecorosas de muitas instituições de ensino superior. Muitas faculdades de menos prestígio se transformaram em negócios – competindo por alunos, fazendo o marketing para obter matrículas suficientes para sobreviver.

Para completar , o tumulto nas instituições religiosas tem reduzido a fé das pessoas em suas religiões e lideranças religiosas enquanto, ao mesmo tempo, estimulam o desejo por uma espiritualidade autêntica. O assédio sexual a jovens por padres abalou a fé de muitos católicos. A tentativa institucional de abafar os casos – as negações, a transferência de padres para diferentes paróquias, os subornos – foram ainda mais prejudiciais à reputação do catolicismo entre os seus fiéis.

As ações das denominações protestantes frustram muitos membros. Estas incluem não somente o tão divulgado debate sobre a ordenação de homossexuais, mas um amplo espectro de questões teológicas e eclesiásticas. Um estudo conduzido pela Ellison Research descobriu que 40% dos pastores protestantes têm crenças que vão de encontro às posições oficiais de suas próprias denominações. Os ministros metodistas têm mais chances de discordar da doutrina oficial – apenas 33% afirmaram que seus posicionamentos se alinham – enquanto se esforçam para refletir (ou liderar) os sentimentso das congregações locais.

Cristãos evangélicos criaram mega igrejas que mais se parecem com shopping centers incluindo livrarias, praças de alimentação e restaurantes, cafés (“Grãos Sagrados” parece ser um nome popular), pistas de skate, academias de ginástica, parques aquáticos e hotéis. Os santuários se assemelham a salas de cinema, com porta-copos (para refrigerantes, não para o vinho da comunhão), bandas de rock (no lugar dos corais) e apresentações de PowerPoint projetadas em telas monstruosas (em vez dos sermões reais nos púlpitos).

No judaísmo, questões fundamentais estão surgindo para esclarecer o que constitui a verdadeira fé. Em Jew vs. Jew, Samuel Freedman analisa o impacto do casamento com pessoas de outras religiões e outras questões e vislumbra o dia em que a comunidade judaica dos Estados Unidos pode se reorganizar em facções que ele chama de Haredi, Conservadox, Reformative e Just Jews.

Debates Globais se seguem aos verdadeiros princípios do islamismo. No Cazaquistão, apenas duas semanas após os ataques terroristas nos Estados Unidos, o papa João Paulo II disse: “Quero confirmar o respeito da Igreja Católica pelo islamismo, pelo autêntico islamismo.” Mas o que é o autêntico Islamismo? É o “islamismo que reza, que se preocupa com os necessitados”, como o papa descreveu? Ou é aquele que declarou guerra ao Ocidente e que continua a aterrorizar pessoas inocentes em grande parte do mundo?

As pessoas se vêem espiritualmente confusas, dando as costas para as religiões organizadas e procurando algo para preencher o vazio de suas vidas. Um exemplo disso é a explosão de spas de estilo de vida, retiros e programas de bem-estar da Nova Era e suas variações – bem como o culto à recreação e aos esportes nos fins de semana, ao qual tantas pessoas atualmente se voltam para ter mais significado em suas vidas...

SE VOCÊ FOR AUTÊNTICO, NÃO PRECISA DIZER QUE É AUTÊNTICO.

SE VOCÊ DISSER QUE É AUTÊNTICO, É MELHOR QUE SEJA AUTÊNTICO.

É MAIS FÁCIL SER AUTÊNTICO SE NÃO DISSER QUE É AUTÊNTICO.

É MAIS FÁCIL REPRESENTAR A AUTENTICIDADE NAS OFERTAS SE RECONHECER QUE ELAS SÃO INAUTÊNTICAS.

AFIRME SUA IDENTIDADE.

IDENTIFIQUE SUAS DECLARAÇÕES.

MANTENHA-SE FIEL AO QUE DIZ SER.



Enfatize a materialidade: Qual matéria-prima pode servi como uma força unificadora na representação da autenticidade? 
Reduza o processamento: O que as outras empresas processaram ou aperfeiçoaram demais que poderia ser mantido em sua forma mais bruta ou imperfeita?
Dê a impressão de rusticidade: De quais maneiras uma oferta menos sofisticada poderia ser atraente?
Reduza: O que poderia ser excluído, mantido exposto ou reduzido?
Seja verde: Como você poderia ajudar a apoiar o mundo natural?

Autenticidade Original:
Saliente as suas origens: Quais inícios e aniversários merecem ser celebrados?
Reviva o passado: Qual marca, propaganda, slogan, material ou memória do passado poderia fornecer uma nova fonte de inspiração?
Remixe: O que poderia ser fundido e combinado em uma única oferta?
Seja "anti": Qual manobra você poderia promover contra as normas convencionais?

Autenticidade Excepcional:
Seja direto e franco: Onde e como é possível interagir mais direta e honestamente com os clientes?
Concentre-se na singularidade: Como é possível reagir à singularidade dos clientes individuais?
Desacelere: Qual aspecto do negócio poderia ser acessado de forma muito mais lenta?
Trate como temporário: O que você poderia fazer que fosse "instantâneo" em base temporária?
Seja estrangeiro: Qual estrangeirismo poderia ser enfatizado par aos clientes não-iniciados?

Autenticidade Referencial:
Preste uma homenagem pessoal: A qual pessoa você pode se referir em uma homenagem?
Evoque uma época: Qual período de tempo ou momento poderia servir como tema convincente?
Escolha um local: Qual local específico poderia inspirar suas ofertas?

Autenticidade Influente:
Quais aspirações individuais você poderia ajudar a realizar? E coletivas entre os clientes?
Como você pode integrar a arte em seu negócio?
Qual causa social você pode promover com paixão, ajudando a efetivar seus fins?
Qual propósito significativo você pode imbuir em suas ofertas?


1. Essência do empreendimento: quem você é no seu centro.

2. Natureza das ofertas: o que você oferece aos outros.

3. Efeitos da tradição: onde e como você passou a ser quem é hoje.

4. Propósito: por que você está no negócio.

5. Valores: como sua identidade se manifesta.


Essência do Empreendimento = Entidade + Etos

Natureza das Ofertas = Resultado + Obrigações

Efeitos da Tradição = Origem + História

Propósito = Intenção + Interesses

Valores = Crenças + Comportamentos 


1. Nomes atribuídos: Como você chama a si mesmo.

2. Declarações expressas: O que você articula ser.

3. Locais estabelecidos: Onde e quando você pode ser encontrado.

4. Motivações declaradas: Por que você diz estar no negócio.

5. Aparências reveladas: Como você mostra quem é. 


Nomes Atribuídos = Dimensões + Designações

Declarações Expressas = Mídia + Mensagens

Locais Estabelecidos = Localidades + Eventos

Motivações Declaradas = Ideais + Incentivos

Aparências Reveladas = Representações + Percepções


Pergunte a si mesmo: 

- Qual entretenimento, instrução, atividades ou ambientes podemos oferecer em nosso site-âncora para ir além de meramente fornecer informações e encenar uma experiência envolvente? Como podemos não somente dizer que estamos aqui mas ser o que somos?

- Entre os portais, sites de redes de relacionamentos sociais e mundos virtuais, qual modalidade proporcionaria o domínio de experiências mais adequado para as pessoas passarem mais tempo on-line com a nossa empresa? Quais ofertas agregariam valor no mundo virtual para clientes potenciais no mundo real?

- Quais ofertas, categorias, mensagens ou elementos da nossa empresa poderiam sustentar-se on-line com o uma plataforma primária? Como podemos relacionar essa plataforma ao nosso site-âncora ou espaços no mundo real para gerar demanda?

- Quais inserções derivativas em outros Websites poderiam proporcionar os espaços on-line idéias para nós? Quais miniexperiências nós poderíamos criar no site de outras empresas para alavancar o valor desses sites para os nossos clientes, bem como refletir uma aura de autenticidade para a nossa empresa?

- Quais são todos os Websites – pelo menos por categoria, se não por endereço de URL – relacionados às nossas ofertas, aos nossos cientes, à nossa empresa, ao nosso setor e às questões que enfrentamos? Como podemos conectá-los em algum tipo de rede que atraia as pessoas a todos os outros espaços (mais controlados por nós) que disponibilizamos para vivenciar o que nós somos – e comprar nossas ofertas?


Da estratégia à tomada de decisões:
1. Estude a sua tradição
2. Confirme o seu posicionamento
3. Defina sua trajetória
4. Conheça seus limites
5. Movimente-se na sua zona

6. Explore os limites externos

7. Demarque o futuro

8. Execute bem

Para se aprofundar no assunto, leia Autenticidade, de James H. Gilmore & B. Joseph Pine II

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

COMECE SEU ANO E TODOS OS DIAS BEM!


Confira este incrível vídeo motivacional para você se energizar.

Mas é preciso mais que isso, você precisa começar o ano e todos os dias BEM!

As atividades de seu dia precisam te deixar alegres, seus encontros precisam ser tranquilos, a maior parte do seu trabalho não pode ser estressante. Se não for dessa maneira, algo esta errado e você precisa mudar.

Se o problema é seu trabalho, peça pra sair e vá encontrar algo feliz para fazer.
Se as pessoas ao seu redor são negativas e chatas, afasta-se imediatamente delas.
Se seu ramo de trabalho não te deixa feliz, junto os trocados e vá fazer uma longa viagem para pensar no que você poderia fazer.


Porém, preste atenção, pois muitas vezes o problema está dentro de você mesmo. Em sua maneira de pensar.
Eu mesmo passei por isso há alguns anos, quando eu ficava estressado e nervoso muito fácil. Até que um dia percebi que o problema era a maneira que eu pensava sobre tudo.


A sugestão para isso é anotar as coisas que te deixam irritados e pensar mais sobre elas. Sobre as situações do dia-a-dia e sempre que envolver pessoas, tem que colocar a EMPATIA em jogo. Se colocar no lugar das outras pessoas e perceber se o que está te deixando nervoso, não é algo que você pode mudar simplesmente entendendo a situação!

Anote também as coisas que te deixam felizes... Tudo aquilo que vale a pena levantar todas as manhãs, como o vento, o Sol, a natureza em si, o sorriso, a alegria, a música, a comida...
Recomendo ainda a leitura do livro PNL - Programação Neurolinguistica, a nova tecnologia do sucesso, Steve Andreas & C. Faulkner: http://zip.net/blnPXS


Everything is possible, think different!!!

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

SOBRE A LIBERDADE

Por Albert Einstein

Sei que é inútil tentar discutir os juízos de valores fundamentais. Se
alguém aprova como meta, por exemplo, a eliminação da espécie
humana
da face da Terra, não se pode refutar esse ponto de vista em bases
racionais. Se houver porém concordância quanto a certas metas e
valores, é possível discutir racionalmente os meios pelos quais esses
objetivos podem ser atingidos. Indiquemos, portanto, duas metas com
que certamente estarão de acordo quase todos os que lêem estas linhas.

1. Os bens instrumentais que servem para preservar a vida e a saúde de
todos os seres humanos devem ser produzidos mediante o menor
esforço
possível de todos.

2. A satisfação de necessidades físicas é por certo a precondição
indispensável de uma existência satisfatória, mas em si mesma não é
suficiente. Para se realizar, os homens precisam ter também a
possibilidade de desenvolver suas capacidades intelectuais artísticas
sem limites restritivos, segundo suas características e aptidões
pessoais.

A primeira dessas duas metas exige a promoção de todo conhecimento
referente às leis da natureza e dos processos sociais, isto é, a
promoção de todo esforço científico. Pois o empreendimento
científico é um todo natural, cujas partes se sustentam mutuamente de uma
maneira que certamente ninguém pode prever.
Entretanto, o progresso da ciência pressupõe a possibilidade de
comunicação irrestrita de rodos os resultados e julgamentos -
liberdade de expressão e ensino em todos os campos do esforço
intelectual. Por liberdade, entendo condições sociais, tais que, a
expressão de opiniões e afirmações sobre questões gerais e
particulares do conhecimento não envolvam perigos ou graves
desvantagens para seu autor. Essa liberdade de comunicação é
indispensável para o desenvolvimento e a ampliação do conhecimento
científico, aspecto de grande importância prática. Em primeiro lugar,
ela deve ser assegurada por lei. Mas as leis por si mesmas não podem
assegurar a liberdade de expressão; para que todo homem possa expor
suas idéias sem ser punido, deve haver um espírito de tolerância em
toda a população. Tal ideal de liberdade externa jamais poderá ser
plenamente atingido, mas deve ser incansavelmente perseguido para
que o pensamento científico e o pensamento filosófico, e criativo em
geral, possam avançar tanto quanto possível.
Para que a segunda meta, isto é, a possibilidade de desenvolvimento
espiritual de todos os indivíduos, possa ser assegurada, é necessário
um segundo tipo de liberdade externa. O homem não deve ser obrigado
a trabalhar para suprir as necessidades da vida numa intensidade tal que
não lhe restem tempo nem forças para as atividades pessoais. Sem este
segundo tipo de liberdade externa, a liberdade de expressão é inútil
para ele. Avanços na tecnologia tornariam possível esse tipo de
liberdade, se o problema de uma divisão justa do trabalho fosse
resolvido.
O desenvolvimento da ciência e das atividades criativas do espírito em
geral exige ainda outro tipo de liberdade, que pode ser caracterizado
como liberdade interna. Trata-se daquela liberdade de espírito que
consiste na independência do pensamento em face das restrições de
preconceitos autoritários e sociais, bem como, da "rotinização" e do
hábito irrefletidos em geral. Essa liberdade interna é um raro dom da
natureza e uma valiosa meta para o indivíduo. No entanto, a
comunidade
pode fazer muito para favorecer essa conquista, pelo menos, deixando
interferir no desenvolvimento da liberdade interna mediante
influências autoritárias e a imposição de cargas espirituais aos
jovens excessivas; por outro lado, as escolas podem favorecer essa
liberdade, incentivando o pensamento independente. Só quando a
liberdade externa e interna são constantes e conscienciosamente
perseguidas há possibilidade de desenvolvimento e aperfeiçoamento
espiritual e, portanto, de aprimorar a vida externa e interna do
homem.




Albert Einstein
Ciência e Religião

Parte I

Durante o século passado e em parte do que o precedeu, a
existência de um conflito insolúvel entre conhecimento e
crença foi amplamente sustentada. Prevalecia entre mentes
avançadas a opinião de que chegara a hora de substituir,
cada vez mais, a crença pelo conhecimento; toda crença que
não se fundasse ela própria em conhecimento era superstição
e, como tal, devia ser combatida. Segundo essa concepção, a
função exclusiva da educação seria abrir caminho para o
pensamento e o conhecimento, devendo a escola, como o órgão
por excelência para a educação do povo, servir
exclusivamente a esse fim.
É provável que raramente, ou mesmo nunca, possamos encontrar
o ponto de vista racionalista expresso com tanta crueza;
pois todo homem sensível veria de imediato o quanto essa
formulação é tendenciosa. Mas é conveniente formular uma
tese de maneira nua e crua quando se quer aclarar a própria
mente com relação a sua natureza.
É verdade que a experiência e o pensamento claro são a
melhor maneira de fundamentar as convicções. Quanto a isto,
podemos concordar irrestritamente com o racionalista
extremado. O ponto fraco dessa concepção, contudo, e que as
convicções necessárias e determinantes para nossa conduta e
nossos juízos não podem ser encontradas unicamente nessa
sólida via cientifica.
Pois o método cientifico não nos pode ensinar outra coisa
além do modo como os fatos se relacionam e são condicionados
uns pelos outros. A aspiração a esse conhecimento objetivo
está entre as mais elevadas de que o homem e capaz, e
certamente ninguém pode suspeitar que eu deseje subestimar
as realizações e os heróicos esforços do homem nessa esfera.
É igualmente claro, no entanto, que o conhecimento do que é,
não abre diretamente a porta para o que deve ser. Podemos
ter o mais claro e completo conhecimento do que é, sem
contudo sermos capazes de deduzir disso qual deveria ser a
meta de nossas aspirações humanas. O conhecimento objetivo
nos fornece poderosos instrumentos para atingir certos fins,
mas a meta final em si é a mesma, e o desejo de atingi-la
devem emanar de outra fonte. E é praticamente desnecessário
defender a idéia de que nossa existência e nossa atividade
só adquirem 'sentido' mediante o estabelecimento de uma meta
como essa e dos valores correspondentes. O conhecimento da
verdade como tal é maravilhoso, mas é tão pouco capaz de
servir de guia que não consegue provar sequer a justificação
e o valor da aspiração a esse mesmo conhecimento da verdade.
Aqui defrontamos, portanto, com os limites da concepção
puramente racional de nossa existência.
Mas não se deve presumir que o pensamento inteligente não
possa desempenhar nenhum papel na formação da meta e de
juízos éticos. Quando alguém se dá conta de que certo meio
seria útil para a consecução de um fim, isto faz com que o
próprio meio se torne um fim. A inteligência elucida para
nós a inter-relação entre meios e fins. O mero pensamento
não pode, contudo, nos dar uma consciência dos fins últimos
e fundamentais. Elucidar esses fins e valores fundamentais é
engastá-los firmemente na vida emocional do indivíduo;
parece-me, precisamente, a mais importante função que a
religião tem a desempenhar na vida social do homem. E se
lguém pergunta de onde provém a autoridade desses fins
fundamentais, já que eles não podem ser formulados e
justificados puramente pela razão, só há uma resposta: eles
existem numa sociedade saudável na forma de tradições
vigorosas, que agem sobre a conduta, as aspirações e os
juízos dos indivíduos; eles existem, isto é, vivem dentro
dela, sem que seja preciso encontrar justificação para sua
existência. Nascem, não através da demonstração, mas da
revelação, por meio de personalidades excepcionais. Não se
deve tentar justificá-los, mas antes, sentir, simples e
claramente, sua natureza. Os mais elevados princípios para
nossas aspirações e juízos nos são dados pela tradição
religiosa judáico-cristã. Trata-se de uma meta muito
elevada, que, com nossos parcos poderes, só podemos atingir
de maneira muito insatisfatória, mas que da um sólido
fundamento a nossas aspirações e avaliações. Se quiséssemos
tirar essa meta de sua forma religiosa e considerar apenas
seu aspecto puramente humano, talvez pudéssemos formulá-la
assim: desenvolvimento livre e responsável do indivíduo, de
modo que ele possa por suas capacidades, com liberdade e
alegria a serviço de toda a humanidade.
Não há lugar nisso para a divinização de uma nação, de uma
classe, nem muito menos de um indivíduo. Não somos todos
filhos de um só pai, como se diz na linguagem religiosa? Na
verdade, mesmo a divinização da humanidade, como totalidade
abstrata, não estaria no espírito desse ideal. E somente ao
indivíduo que é dada uma alma. E o 'sublime' destino do
indivíduo é antes servir que comandar, ou impor-se de
qualquer outra maneira.
Se considerarmos mais a substância que a forma, poderemos
ver também nestas palavras a expressão da postura
democrática fundamental. Ao verdadeiro democrata e tão
inviável idolatrar sua nação quanto ao homem religioso, no
sentido que damos ao termo.
Qual será então, em tudo isto, a função da educação e da
escola? Elas devem ajudar o jovem a crescer num espírito tal
que esses princípios fundamentais sejam para ele como o ar
que respira. O mero ensino não pode fazer isso.
Se mantemos esses princípios elevados claramente diante de
nossos olhos, e os comparamos com a vida e o espírito de
nosso tempo, revela-se flagrantemente que a própria
humanidade civilizada encontra-se, neste momento, em grave
perigo. Nos Estados totalitários, são os próprios
governantes que se empenham hoje em destruir esse espírito
de humanidade. Em lugares menos ameaçados, são o
nacionalismo e a intolerância, bem com a opressão dos
indivíduos por meios econômicos, que ameaçam sufocar essas
tão preciosas tradições.
A clareza da enormidade do perigo está se difundindo, no
entanto, entre as pessoas que pensam, e há uma grande
procura de meios que permitam enfrentar o perigo - meios no
campo da política nacional e internacional, da legislação,
da organização em geral. Esses esforços são, sem dúvida,
extremamente necessários. Contudo, os antigos sabiam algo
que parecemos ter esquecido. "Todos os meios mostram-se um
instrumento grosseiro quando não tem atrás de si um espírito
vivo". Se o desejo de alcançar a meta estiver vigorosamente
vivo dentro de nós, porém, não nos faltarão forças para
encontrar os meios de alcançar a meta e traduzi-la em atos.





Parte II

Não seria difícil chegar a um acordo quanto ao que
entendemos por ciência. Ciência é o esforço secular de
reunir, através do pensamento sistemático, os fenômenos
perceptíveis deste mundo, numa associação tão completa
quanto possível. Falando claramente, é a tentativa de
reconstrução posterior da existência pelo processo da
conceituação. Mas, quando pergunto a mim mesmo o que é a
religião, a resposta não me ocorre tão facilmente. E, mesmo
depois de encontrar uma resposta que possa me satisfazer num
momento particular, continuo convencido de que nunca
consigo, em nenhuma circunstância, criar um acordo, mesmo
que muito limitado, entre todos os que refletem seriamente
sobre essa questão.
De início, portanto, em vez de perguntar o que é religião,
eu preferiria indagar o que caracteriza as aspirações de uma
pessoa que me dá a impressão de ser religiosa: uma pessoa
religiosamente esclarecida parece-me ser aquela que, tanto
quanto lhe foi possível, libertou-se dos grilhões, de seus
desejos egoístas e está preocupada com pensamentos,
sentimentos e aspirações a que se apega em razão de seu
valor suprapessoal. Parece-me que o que importa é a força
desse conteúdo suprapessoal, e a profundidade da convicção
na superioridade de seu significado, quer se faça ou não
alguma tentativa de unir esse conteúdo com um Ser divino,
pois, de outro modo, não poderíamos considerar Buda e
Spinoza como personalidades religiosas. Assim, uma pessoa
religiosa é devota no sentido de não ter nenhuma dúvida
quanto ao valor e eminência dos objetivos e metas
suprapessoais que não exigem nem admitem fundamentação
racional. Eles existem, tão necessária e corriqueiramente
quanto ela própria. Nesse sentido, a religião é o
antiquíssimo esforço da humanidade para atingir uma clara e
completa consciência desses valores e metas e reforçar e
ampliar incessantemente seu efeito. Quando concebemos a
religião e a ciência segundo estas definições, um conflito
entre elas parece impossível. Pois a ciência pode apenas
determinar o que é, não o que deve ser, está fora de seu
domínio, todos os tipos de juízos de valor continuam sendo
necessários. A religião, por outro lado, lida somente com
avaliações do pensamento e da ação humanos: não lhe é lícito
falar de fatos e das relações entre os fatos. Segundo esta
interpretação, os famosos conflitos ocorridos entre religião
e ciência no passado devem ser todos atribuídos a uma
apreensão equivocada da situação descrita.
Um conflito surge, por exemplo, quando uma comunidade
religiosa insiste na absoluta veracidade de todos os relatos
registrados na Bíblia. Isso significa uma intervenção da
religião na esfera da ciência; é aí que se insere a luta da
Igreja contra as doutrinas de Galileu e Darwin. Por outro
lado, representantes da ciência tem constantemente tentado
chegar a juízos fundamentais com respeito a valores e fins
com base no método científico, pondo-se assim em oposição a
religião. Todos esses conflitos nasceram de erros fatais.
Ora, ainda que os âmbitos da religião e da ciência sejam em
si claramente separados um do outro, existem entre os dois
fortes relações recíprocas e dependências. Embora possa ser
ela o que determina a meta, a religião aprendeu com a
ciência, no sentido mais amplo, que meios poderão contribuir
para que se alcancem as metas que ela estabeleceu. A
ciência, porém, só pode ser criada por quem esteja
plenamente imbuído da aspiração e verdade, e ao
entendimento. A fonte desse sentimento, no entanto, brota na
esfera da religião. A esta se liga também a fé na
possibilidade de que as regulações válidas para o mundo da
existência sejam racionais, isto é, compreensíveis à razão.
Não posso conceber um autêntico cientista sem essa fé
profunda. A situação pode ser expressa por uma imagem: a
ciência sem religião e aleijada, a religião sem ciência e
cega.
Embora eu tenha afirmado acima que um conflito legítimo
entre religião e ciência não pode existir verdadeiramente,
devo fazer uma ressalva a esta afirmação, mais uma vez, num
ponto essencial, com referencia ao conteúdo efetivo das
religiões históricas. Esta ressalva tem a ver com o conceito
de Deus. Durante o período juvenil da evolução espiritual da
humanidade, a fantasia humana criou a sua própria imagem
'deuses' que, por seus atos de vontade, supostamente
determinariam ou, pelo menos, influenciariam o mundo
fenomênico. O homem procurava alterar a disposição desses
deuses a seu próprio favor, por meio da magia e da prece. A
idéia de Deus, nas religiões ensinadas atualmente, é uma
sublimação dessa antiga concepção dos deuses. Seu caráter
antropomórfico se revela, por exemplo, no fato de os homens
recorrerem ao Ser Divino em preces, a suplicarem a
realização de seus desejos.
Certamente, ninguém negará que a idéia da existência de um
Deus pessoal, onipotente, justo e todo-misericordioso é
capaz de dar ao homem consolo, ajuda e orientação; e também,
em virtude de sua simplicidade, acessível as mentes menos
desenvolvidas. Por outro lado, porem, esta idéia traz em si
aspectos vulneráveis e decisivos, que se fizeram sentir
penosamente desde o início da história. Ou seja, se esse ser
é onipotente, então tudo o que acontece, aí incluídos cada
ação, cada pensamento, cada sentimento e aspiração do homem,
é também obra Sua; nesse caso, como é possível pensar em
responsabilizar o homem por seus atos e pensamentos perante
esse Ser 'todo-poderoso'? Ao distribuir punições e
recompensas, Ele estaria, até certo ponto, julgando a Si
mesmo. Como conciliar isso com a bondade e a justiça a Ele
atribuídas?
A principal fonte dos conflitos atuais entre as esferas da
religião e da ciência reside nesse conceito de um Deus
pessoal. A ciência tem por objetivo estabelecer regras
gerais que determinem a conexão recíproca de objetos e
eventos no tempo e no espaço. A validade absolutamente geral
dessas regras, ou leis da natureza, e algo que se pretende -
mas não se prova. Trata-se sobretudo de um projeto, e a
confiança na possibilidade de sua realização, por princípio,
funda-se apenas em sucessos parciais. Seria difícil, porém,
encontrar alguém que negasse esses sucessos parciais e os
atribuísse a ilusão humana. O fato de sermos capazes, com
base nessas leis, de predizer o comportamento temporal dos
fenômenos de certos domínios, com grande precisão e certeza,
está profundamente enraizado na consciência do homem
moderno, ainda que possamos ter apreendido muito pouco do
conteúdo dessas leis. Basta considerarmos que as trajetórias
planetárias do sistema solar podem ser antecipadamente
calculadas, com grande exatidão, com base num número
limitado de leis simples. De maneira similar, embora não com
a mesma precisão, é possível calcular antecipadamente o modo
de funcionamento de um motor elétrico, de um sistema de
transmissão ou de um aparelho de rádio, mesmo quando estamos
lidando com uma invenção inédita.
É bem verdade que, quando o número de fatores em jogo num
complexo fenomenólogico é grande demais, o método científico
nos decepciona na maioria dos casos. Basta pensarmos nas
condições do tempo, cuja previsão, mesmo para alguns dias à
frente, é impossível. Ninguém duvida, contudo, de que
estamos diante de uma conexão causal cujos componentes
causais nos são essencialmente conhecidos. As ocorrências
nessa esfera estão fora do alcance da predição exata por
causa da multiplicidade de fatores em ação, e não por alguma
falta de ordem na natureza.
Penetramos muito menos profundamente nas regularidades que
prevalecem no âmbito das coisas vivas, mas o suficiente, de
todo modo, para pelo menos perceber a existência de uma
regra necessária. Basta pensarmos na ordem sistemática
presente na hereditariedade e no efeito que provocam os
venenos - como o álcool, por exemplo - no comportamento dos
seres orgânicos. O que ainda falta aqui é uma compreensão de
caráter profundamente geral das conexões, não um
conhecimento da ordem enquanto tal.
Quanto mais o homem esta imbuído da regularidade ordenada de
todos os eventos, mais firme se torna sua convicção de que
não sobra lugar, ao lado dessa regularidade ordenada, para
causas de natureza diferente. Para ele, nem o domínio da
vontade humana, nem o da vontade divina existirão como causa
independente dos eventos naturais. Não há dúvida de que a
doutrina de um Deus pessoal que interfere nos eventos
naturais jamais poderia ser refratada, no sentido
verdadeiro, pela ciência, pois essa doutrina pode sempre
procurar refúgio nos campos em que o conhecimento científico
ainda não foi capaz de se firmar. Estou convencido, porém,
de que tal comportamento por parte dos representantes da
religião seria não só indigno como desastroso. Pois uma
doutrina que não é capaz de se sustentar à "plena luz", mas
apenas na escuridão, está fadada a perder sua influência
sobre a humanidade, com incalculável prejuízo para o
progresso humano. Em sua luta pelo bem ético, os professores
de religião precisam ter a envergadura para abrir mão da
doutrina de um Deus pessoal, isto é, renunciar a fonte de
medo e esperança que, no passado, concentrou um poder tão
amplo nas mãos dos sacerdotes. Em seu ofício, terão de se
valer daqueles forças que são capazes de cultivar o Bom, o
Verdadeiro e o Belo na própria humanidade. Trata-se, sem
dúvida, de uma tarefa mais difícil, mas incomparavelmente
mais valiosa. Quando tiverem realizado esse processo de
depuração, os professores da religião certamente hão de
reconhecer com alegria que a verdadeira religião ficou
enobrecida e mais profunda graças ao conhecimento
científico.
Se um dos objetivos da religião é libertar a humanidade,
tanto quanto possível, da servidão dos anseios, desejos e
temores egocêntricos, o raciocínio científico pode ajudar a
religião em mais um sentido. Embora seja verdade que a meta
da ciência é descobrir regras que permitam associar e prever
os fatos, essa não é sua única finalidade. Ela procura
também reduzir as conexões descobertas ao menor número
possível de elementos conceituais mutuamente independentes.
E nessa busca da unificação racional do múltiplo que a
ciência logra seus maiores êxitos, embora seja precisamente
essa tentativa que a faz correr os maiores riscos de se
tornar uma presa das ilusões. Mas todo aquele que
experimentou intensamente os avanços bem-sucedidos feitos
nesse domínio é movido por uma profunda reverência pela
racionalidade que se manifesta na existência. Através da
compreensão, ele conquista uma emancipação de amplas
conseqüências dos grilhões das esperanças e desejos
pessoais, atingindo assim uma atitude mental de humildade
perante a grandeza da razão que se encarna na existência e
que, em seus recônditos mais profundos, é inacessível ao
homem. Essa atitude, contudo, parece-me ser religiosa, no
mais elevado sentido da palavra. A meu ver, portanto, a
ciência não só purifica o impulso religioso do entulho de
seu antropomorfismo, como contribui para uma
'espiritualização' religiosa de nossa compreensão da vida.
Quanto mais avança a evolução espiritual da humanidade, mais
certo me parece que o caminho para a religiosidade genuína
não passa pelo medo da vida, nem pelo medo da morte, ou pela
fé cega, mas pelo esforço em busca do conhecimento racional.
Neste sentido, acredito que o sacerdote, se quiser fazer jus
a sua 'sublime' missão educacional, deve tornar-se um
professor.




"Ciência e Religião" (1939-1941) - Págs. 25
a 34. Einstein, Albert, 1870-1955 Título
original: "Out of my later years."
Escritos da Maturidade: artigos sobre
ciência, educação, relações sociais,
racismo, ciências sociais e religião.
Tradução de Maria Luiza X. de A. Borges -
Rio de Janeiro : Editora Nova Fronteira,
1994.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Gil Giardelli: Professor 5.0 e Davi Braga, o empreendedor de 13 anos

CONFERE AI...

A melhor apresentação sobre inovação que presenciei no EPICENTRO 2014 foi a do professor Gil Giardelli (vídeo), professor de cultural digital na ESPM e na FIA e estudioso de Robô Sapiens e inovação radical no MIT (Massachusetts Institute of Technology), que abordou diversos temas, como:

* Futuro híbrido;
* Destruição criativa;
* IA (Inteligência artificial);
* Sequenciamento de genoma; 
* 5ª computação;
* Bigdata;
* Carros movidos a água;
* Desemprego tecnológico;
* Impressões 3D de órgãos;
* Drones;
* Google Glass;
* Robô Sapiens;

O Epicentro aconteceu no final de setembro na cidade de Campos do Jordão/SP, o qual é um encontro de palestras incríveis dadas por pessoas que
realmente colocam a mão na massa para criar um mundo melhor, uma exposição de empresas Startups que são as futuras empresas de US$1 bilhão de dólares.

O evento cobriu todos os aspectos mais importantes que temos que ouvir para crescer, liderar e inovar nossas empresas e nossas vidas. Os temas: Inbound Marketing, Marketing Digital, Vendas & Internet, Ativismo, Negócios Sociais, Paixão, Causa e Propósito, Liderança de Mudanças, Inovação, Relacionamento com as Pessoas, Senso de Urgência, Coragem e Audácia, Filosofia, Resilência e muitos outros foram transmitidos.



Este é o Davi, menino de 13 anos empreendedor que ensina como ganhar dinheiro de maneiras muito simples. Ele se apresentou no EPICENTRO deste ano, junto com renomados ícones brasileiros do empreendedorismo e tecnologia. Confira ai o pensamento do garoto:





terça-feira, 25 de novembro de 2014

Filme Interestelar!

Acabo de assistir o filme Interestelar...

Sinopse: Após ver a Terra consumindo boa parte de suas reservas naturais, um grupo de astronautas recebe a missão de verificar possíveis planetas para receberem a população mundial, possibilitando a continuação da espécie. Cooper (Matthew McConaughey) é chamado para liderar o grupo e aceita a missão sabendo que pode nunca mais ver os filhos. Ao lado de Brand (Anne Hathaway), Jenkins (Marlon Sanders) e Doyle (Wes Bentley), ele seguirá em busca de uma nova casa. Com o passar dos anos, sua filha Murph (Mackenzie Foy e Jessica Chastain) investirá numa própria jornada para também tentar salvar a população do planeta.

Link aqui: http://megafilmeshd.net/interestelar/



Para entender o filme, é possível que você necessite ter uma base sobre ciência. Mais precisamente algumas teorias de Albert Einstein e Stephen Hawking. Ter uma ideia sobre buracos negros, gravidade no espaço, tempo-espaço, ter uma ligeira ideia sobre o tamanho do universo e o que é necessário ter um planeta para que seja possível existir vida.

Sinceramente, achei o filme ótimo. Apesar de haver várias questões que viajam (assim como descreve Neil DeGrasse), acredito que filmes dessa natureza sejam ótimos para despertar o interesse das pessoas sobre ciência, universo e refletir sobre o certo futuro da humanidade que é explorar outros planetas.

O motivo que me levou a assistir o filme, foi que estava lendo um blog que explica o filme Interestelar, porém, é claro, eu deveria assistir o filme primeiro. Então por curiosidade de entender o gráfico feito por um designer da Turquia, assisti o filme. Confira a explicação:

Interestelar explicado em uma simples linha do tempo [cuidado, contém spoilers!]


Se você assistiu a Interestelar e não entendeu direito a dilatação do tempo e as complexidades dos loops, a linha do tempo a seguir –enviada por Dogan Can Gundogdu, um designer de Istambul, Turquia– explica tudo de maneira bem clara.


Para visualizarem melhor, acessem o post: http://gizmodo.uol.com.br/interestelar-explicado-em-uma-simples-linha-do-tempo-cuidado-contem-spoilers/

E, continuando minhas pesquisas, encontrei o que Neil DeGresse fala sobre o filme:

Neil deGrasse Tyson explica a base científica de Interestelar (e lista 9 mistérios do filme)



O astrofísico Neil deGrasse Tyson – que você conhece por causa deste meme epela minissérie Cosmos – não gostou de alguns detalhes em Interestelar, mas sabe como ninguém que a trama do filme é inspirada na ciência. Neste vídeo, ele explica a física que torna tudo isso possível.



Tradução:


Em Interestelar, Matthew McConaughey interage com a linha do tempo dele. A premissa é: você entra em um buraco negro e tem acesso a dimensões superiores.
Na vida real, nós temos três dimensões com as quais estamos familiarizados. Em Nova York, seria em qual cruzamento de rua e avenida, e em qual andar você vai encontrar alguém em um edifício. Você teria três coordenadas.
Mas se você acertasse de encontrar alguém, você não marcaria um horário sem combinar um lugar; nem você combinaria um lugar sem marcar um horário. Então as coordenadas reais para encontrar alguém requerem quatro números: três coordenadas de espaço, e uma coordenada de tempo.
Você nunca diria a um amigo, “nos encontramos amanhã às 8 horas”. Onde?! “Encontro você na esquina da 33rd e 3rd”. Quando?!
Nós sabemos, intuitivamente, que precisamos de coordenadas de espaço e tempo juntas, para fazer a vida transcorrer de uma forma que faça sentido. Então a ideia de que vivemos em quatro dimensões não deveria ser surpreendente para as pessoas. Nós tomamos isso como dado, na verdade.
Mas a diferença é que não somos prisioneiros do nosso espaço tridimensional. Eu posso andar para a esquerda ou direita, posso pular para cima ou para baixo, posso andar para frente ou para trás, e eu posso repetir o movimento. Eu posso acessar cada ponto do meu espaço tridimensional.
Mas eu sou um prisioneiro do tempo presente… sempre transitando do passado para o futuro. Não tenho acesso ao passado. Não tenho acesso ao futuro. No entanto, se você for para uma dimensão mais alta, não é irrealista pensar que você sai da dimensão temporal e olha para o tempo como nós olhamos para o espaço.
Perguntas que dizemos no dia a dia não fazem sentido em coordenadas elevadas. Você não pergunta “quando eu nasci?”, porque você sempre está nascendo. “Quando eu fui para a faculdade?” Você está sempre indo para a faculdade. “Quando eu morri?” Você sempre está morrendo.
Se você tem uma linha do tempo à sua frente, então você tem acesso a ela: você pode entrar em qualquer momento, viver de novo… Não sabemos se você pode interferir em eventos que já aconteceram.
Se sua linha do tempo já está lá, o que significa pular para dentro dela e mudar algo se ela já está lá? São perguntas fascinantes que dão um ótimo material para ficção científica. E não sabemos o que há dentro de um buraco negro, então pode usar isso à vontade.
E eis os nove “mistérios” de Interestelarque ele listou no Twitter :
1. Se é possível atravessar o espaço-tempo através de um tesseract (ou hipercubo) e tocar em livros, porque ele simplesmente não escreveu um recado e o enviou através do tesseract?
2. Há muito mais estrelas do que buracos negros no universo. Por que o melhor planeta semelhante à Terra orbita um buraco negro?
3. Quem no universo saberia os títulos de todos os seus livros, por trás, em uma estante?
4. Como uma caminhonete pode dirigir com um pneu furado entre talos de milho densamente plantados e mais altos do que ele?
5. Se existem buracos de minhoca entre nossos planetas, então por que não um abrir perto da Terra, em vez de Saturno?
6. Olha, Marte (aqui do lado) parece beeem mais seguro do que os novos planetas para onde eles viajaram.
7. Se o seu capacete espacial racha e você ainda continua lutando, o ar do planeta não pode ser tão ruim para você.
8. Não consigo imaginar um futuro no qual escapar da Terra via buraco de minhoca é um plano melhor do que apenas consertar a Terra.
9. Neste futuro irreal, eles ensinam coisas não-científicas nas aulas de ciências. Oh, espere. Isso acontece no mundo real, sim.


Mais uma vez, digo que gostei muito do filme e que mais produções sobre ciência devem ser realizadas!