sábado, 12 de dezembro de 2015

Dormindo pouco? Nem sempre isso pode ser um problema.

Olá pessoal. Nos últimos 10 dias tenho passado por um período de sono fora do comum. Tenho conseguido dormir muito pouco, em média 4 horas a cada 24, e depois de alguns dias nessa diferente rotina comecei a imaginar o porque disso estar ocorrendo.

Este ano, mais do que nunca, estou passando por um período de atividades muito extenso e desgastante. Inclusive o número de posts e compartilhamentos aqui no blog este ano foi bem menor.

Então, minha primeira conclusão foi de que poderia estar passando por um período estressante, de sobrecarga de atividades e por isso o sono curto. Porém, me veio a mente, um infográfico do sono que havia visto a uns meses atrás. E resolvi pesquisar ele e fazer este post.

Pois, assim como vocês poderão ver, muitas celebridades como o grande empresário Richard Branson e grandes mentes de nossa história como Leonardo da Vinci, não seguiam o protocolo de 8 horas por dia de sono.

O sono é extremamente importante para nossa saúde e aproveitamento em todas nossas atividades. Acredito e sigo isso ao máximo, prezando meu horário de 8 horas de sono além de até dois "cochilos" de 20 minutos cada ao logo do dia, para tentar obter um melhor aproveitamento da minha rotina de trabalhos e estudos.

Porém, a conclusão que cheguei é de que, por vezes, seus hábitos podem mudar sim. Você pode estar passando por um período de ansiedade positiva, dentre outros motivos que não sejam maléficos. E que, assim como as rotinas estranhas de sono dessas pessoas abaixo, podemos ter rotinas diferentes e ter um ótimo aproveitamento de nossas atividades diárias. Por tanto, caso você esteja dormindo pouco, pode ser que isso não seja exatamente um problema. E sim, um pequeno período diferente, no qual você pode tranquilamente injetar uma boa dose de pensamento positivo e aproveitar as horas a mais acordado que seu sistema biológico está te "fornecendo".



HÁBITOS DE SONO DE GRANDES MENTES DA HISTÓRIA

Estamos sempre dizendo sobre a importância de obter um regular, solidas oito horas de sono, quando se trata de ser produtivo e bem sucedido, mas nem todo mundo segue este conselho aparentemente bom. Alguns dos mais famosos, bem sucedidos e pessoas motivadas ao longo da história tiveram alguns hábitos de sono muito estranhos - a partir de pequenos cochilos a dormir em fases, temos os mais estranhos hábitos de ricos e famosos de dormir neste infográfico, trazido a você por Big Brand Beds.




Apenas para "registro de conversa", este ano me encontro a frente de duas micro-empresas: Old West Talents (agência de Djs) e Etnia Paralela (E-commerce de vestuário); estou no último ano de graduação do Bacharel em Secretariado Executivo Bilíngue e realizando o famoso Trabalho de Conclusão de Curso; realizei este ano, duas excursões para grandes eventos de música eletrônica: Xxxperience e Tribaltech Evolution, e ainda há a excursão para o festival Universo Paralello; já realizei um evento no mês de julho, a 6ª e última edição da PVT Velho Oeste além de estar a frente do Showcase Old West Talents no próximo sábado dia 19/12/2015; Trabalhei como gerente de grandes eventos como Atchuca 8 anos e Joia Oeste; além de ter participado de algumas reuniões empresarias em forma de consultoria ao longo do ano.

Um ano com muitas atividades, tornando-o puxado e desgastante, mas que com certeza, será um ano de grande evolução profissional. A qual o aprendizado em lhe dar com diversas atividades simultâneas se fez presente.

No próximo ano a frase "depois da tempestade vem a calmaria" vai encaixar muito bem em minha rotina. Pois programei um ano sabático (em relação aos estudos) em 2016 na cidade de Itacaré na Bahia. Será um ano que vou desfrutar da calmaria, além de vivenciar uma cultura diferente da qual estou habituado. Em 2017, inicio uma nova jornada de estudos e aprendizados culturais em outra parte do globo. Conversa para outro post. Até mais.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Há algo de grandioso acontecendo no mundo

Ainda não nos demos conta de algo extraordinário que está acontecendo.

Há alguns meses, me descolei da sociedade, me libertei das amarras e medos que me prendiam ao sistema. E desde então, passei a ver o mundo sob uma diferente perspectiva. A perspectiva de que tudo está se transformando e a maioria de nós sequer se deu conta disso.

Por que o mundo está se transformando? Nesse post vou listar os motivos que me levam a acreditar nisso.


1- Ninguém aguenta mais o modelo de emprego

Cada um está chegando no seu limite. Pessoas que trabalham em grandes corporações não aguentam mais seus empregos. A falta de propósito começa bater à porta de cada um como um grito de desespero do peito.

As pessoas querem sair. Querem largar tudo. Veja quantas pessoas tentando empreender, quantas pessoas tirando períodos sabáticos, quantas pessoas estão em depressão no trabalho, quantas pessoas em burnout.


2- O modelo do empreendedorismo também está mudando.

Há alguns anos, com a explosão das startups, milhares de empreendedores correram para suas garagens para criar suas ideias bilionárias. A glória dos empreendedores era conseguir um investidor. Grana do investidor na mão era praticamente a taça da copa do mundo. Mas o que acontece quando você recebe um aporte de investidor?

Você volta a ser um funcionário. Você tem pessoas que não estão alinhadas com seu sonho, que não estão nem aí para seu propósito e tudo passa a girar em função do dinheiro. O retorno financeiro passa a ser o principal driver.

Muita gente está sofrendo com isso. Excelentes startups começaram a patinar porque o modelo de buscar dinheiro nunca tem fim. É preciso uma nova forma de empreender. E tem muita gente boa já fazendo isso.


3- O surgimento da colaboração

Muita gente já se ligou que não faz sentido ir sozinho. Muita gente já acordou para essa loucura que é a mentalidade do “cada um por si”.

Pare e pense friamente. Não é um absurdo, nós que somos 7 bilhões de pessoas vivendo no mesmo planeta, nos separarmos tanto? Que sentido faz, você e as milhares (ou milhões) de pessoas que vivem na mesma cidade virarem as costas umas para as outras? Cada vez que começo e pensar nisso, fico até desanimado.

Mas felizmente as coisas estão mudando. Todos os movimentos de economia colaborativa estão apontando nessa direção. A direção da colaboração, do compartilhamento, da ajuda, de dar as mãos, da união. E isso é lindo de se ver. Até emociona.


4- Estamos começando finalmente a entender o que é a internet

A internet é uma coisa incrivelmente espetacular e somente agora, depois de tantos anos, estamos conseguindo entender o seu poder. Com a internet, o mundo se abre, as barreiras caem, a separação acaba, a união começa, a colaboração explode, a ajuda surge.

Alguns povos fizeram revoluções com a internet, como a Primavera Árabe. Aqui no Brasil estamos começando a usar melhor essa ferramenta magnífica.

A internet está derrubando o controle de massa. Não tem mais televisão, não tem mais uns poucos jornais dando as notícias que querem que a gente leia. Cada um vai atrás daquilo que quer. Cada um se une com quem quiser. Cada um explora o que quiser explorar.

Com a internet, o pequeno passa a ter voz. O anônimo passa a ser conhecido. O mundo se une. E o sistema pode quebrar


5- A queda do consumismo desenfreado

Por muitos anos fomos manipulados, estimulados a consumir como loucos. A comprar tudo que era lançado, a ter o carro mais novo, o primeiro iphone, as melhores marcas, muita roupa, muito sapato, muito muito, muito tudo.

Mas as pessoas já começaram a sacar que isso tudo não faz sentido. Movimentos como o lowsumerism, slow life, slow food, começam a aparecer pra mostrar que nos organizamos da forma mais absurda possível.

Cada vez menos gente usando carro, cada vez menos pessoas comprando muito, cada vez mais gente trocando roupas, doando, comprando usado, dividindo bens, compartilhando carros, apartamentos, escritórios.

A gente não precisa de nada disso que falaram que a gente precisava. E essa consciência quebra qualquer empresa que vive do consumo desenfreado.


6- Alimentação saudável e orgânica

A gente era tão louco que aceitou comer qualquer lixo. Era só ter um sabor gostoso na língua que beleza. A gente era tão desconectado, que os caras começaram a colocar veneno na nossa comida e a gente não falou nada. Mas aí um pessoal começou a acordar e começaram a dar força pro movimento de alimentação saudável, de consumo de orgânicos.

E isso vai ganhar força. Mas o que que isso tem a ver com economia e trabalho? Tem tudo a ver!
A produção de alimentos é a base da nossa sociedade. A indústria alimentícia é uma das principais do mundo. Se a consciência muda, se nossa alimentação muda, a forma de consumo muda, e as grandes corporações precisam acompanhar essas mudanças.

O pequeno produtor está voltando a ter força. As pessoas começando a plantar sua própria comida também. E isso muda toda a economia.


7- Despertar da espiritualidade

Quantos amigos você tem hoje que fazem yoga? E meditação?
Quantas pessoas faziam isso 10 anos atrás?
A espiritualidade por muitos anos era coisa do pessoal do esoterismo. Era coisa de gente esquisita do misticismo.

Mas felizmente isso está mudando. Chegamos no limite da nossa racionalidade. Pudemos perceber que só com a mente racional não conseguimos entender tudo que se passa aqui. Tem mais coisa acontecendo e eu sei que você quer entender.

Você quer entender como essas coisas que acontecem aqui funcionam. Como a vida opera, o que rola depois da morte, o que é essa parada de energia que tanto falam, que que é física quântica, como é que os pensamentos podem se materializar e criar nossa realidade, o que são as coincidências e sincronicidades, por que quem medita é mais tranquilo, como é possível curar com as mãos, e essas terapias alternativas que a medicina não aprova, mas funcionam?

Empresas promovendo meditação aos funcionários. Escolas ensinando meditação para crianças.

8- Movimentos de desescolarização

Quem criou esse modelo de ensino? Quem escolheu as matérias que você precisa estudar? Quem escolheu os temas que são estudados nas aulas de história? Por que não nos ensinaram sobre outras civilizações antigas?

Por que uma criança deve aprender a obedecer regras? Por que ela deve assistir a tudo em silêncio? Por que ela deve vestir uniforme? Prestar uma prova para provar que você aprendeu?

Criamos um modelo que forma seguidores do sistema. Que prepara pessoas para serem seres humanos ordinários e medianos. Mas felizmente também, tem muita gente trabalhando para mudar isso. Movimentos de desescolarização, hackschooling, homeschooling.

Talvez você nunca tenha pensado nisso e esteja em choque com o que estou colocando aqui. Mas tudo isso está acontecendo. Silenciosamente, as pessoas estão acordando, se dando conta da loucura que é viver nessa sociedade. Olhe para todos esses movimentos e tente pensar que tudo está normal.
Eu acho que não está.

Há algo de muito extraordinário acontecendo no mundo.

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Esse post foi uma mistura de muita coisa que eu acredito e nos próximos textos aqui vou compartilhar mais dessa visão e também dividir com vocês tudo o que eu e meus amigos estamos fazendo para criar um novo modelo, um novo sistema e quem sabe ajudar a criar uma nova economia. - Gustavo Tanaka.

Post original: https://medium.com/@gutanaka/h%C3%A1-algo-de-grandioso-acontecendo-db8120e49c9f

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Para que servem as escolas? - Seth Godin


Em minha opinião - e de milhares de pessoas no mundo - este é uma das mentes brilhantes do mundo atual. Apesar de sua maior ocupação ser o Marketing (inclusive tem o blog de Marketing mais visitado do globo), Seth Godin possui ideias e opiniões sobre os mais variados assuntos, sempre levando-nós a uma grande reflexão, e plantando sementes de mudança. Esta sua apresentação no TED Talk é uma demonstração disso. Neste caso, ele fala sobre o papel da escola, confira ai...

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Hoje ninguém mais quer estudar. É tudo decoreba crua.

Segue um belíssimo texto escrito após a intervenção do Prof. Dr. Pedro Demo no XV SEU (Seminário de Extensão da Universidade Estadual do Oeste do Paraná - UNIOESTE)!

“Hoje ninguém mais quer estudar. É tudo decoreba crua.” “O professor faz na escola o que fizeram com ele.” “A escola engana o aluno todo dia.” “A universidade não é um lugar pra aprender, mas para ter aula. Aula não faz falta, mas no Brasil só se tem aula – a coisa menos importante”. “O aluno passa 4 anos num curso e não aprende a produzir conhecimento, que é a habilidade das habilidades.” Ao fim, “ganha um diploma velho, pra trabalhar no século passado”. Afirmações assustadoras, não? Para os mais familiarizados com a Educação brasileira e seus teóricos mais ilustres, nem tanto. Para estes, nem é preciso dizer que essas palavras são “autocitações” do velho Pedro Demo de guerra, que, mais uma vez, meteu o “pé na porta” da deseducação nacional e surpreendeu o público presente no XV Seminário de Extensão Universitária da Unioeste, na noite do dia 14 de março, no campus de Marechal Rondon (PR). 

Autocitações, porque há tempos Pedro Demo repete o que diz sem repetir-se: a universidade e a escola devem educar pela pesquisa – e o docente deve ser capaz de exercer a autoria na produção do conhecimento e na formação do estudante, garantindo que este aprenda a aprender. Autocitações porque, igualmente, Demo sempre retoma questões já abordadas em textos anteriores. Afinal, desde Herrschaft und Geschichte: zur politischen Gesellschaftstheorie Freyers und Marcuses, a tese de seu doutoramento em Sociologia pela Universidade de Saarbrücken (Alemanha), até Aprender como autor (São Paulo: Atlas, 2015) já são pelo menos 97 livros publicados, sempre a reexaminar conceitos e efetuar novas leituras, reflexão e escrita. Pedro é pedra filosofal, nascido em Pedras Grandes (SC), e demo não mortal, que nos obriga a reconhecê-lo como uma “pedra no sapato”: questiona ações e omissões, provoca um abalo sísmico em arraigadas certezas e nos faz cair em tentação, porque nos joga ao chão das desorientações, o que, ao fim e em contrapartida, não nos mata, mas fortalece, no desafio de sermos professores-autores e seres de fato pensantes. 

A contundência de suas afirmações é punhal certeiro no coração das mazelas: “A universidade não produz educação científica, que tem efeito emancipatório, nem permite ao aluno a grande experiência da autoria, com a produção de conteúdo próprio”; “é típica de 1900, caduca, e só repassa conteúdos”; “a aula é surrada, copiada para ser copiada, e só o MEC acredita nelas”; o PNE (Plano Nacional de Educação) “é mirabolante” e o próprio aluno abre mão do sagrado “direito de aprender”. Não poupa ninguém, nem deixa pedra sobre pedra: tal é a “Pátria Educadora” – “uma piada, devido ao mundo surreal da educação”. O que não se traduz por mera crítica ao governo, nem elogio à oposição. A mesa, composta pelos professores Remi Schorn, pró-reitor de Extensão da Unioeste, Paulo José Koling, diretor do campus de Cândido Rondon, e Gustavo André Borges, coordenador local do evento, efetuou a mediação, ponderação e contemporização entre público e professor autores. As intervenções, sem defensivismos, fizeram a necessária defesa de que, em boa medida e dentro das condições “normais” de temperatura e pressão, apesar das defasagens e de todas as falhas, os professores tentam exercer tal autoria em suas aulas. Longe do ideal, mas dentro do possível. A plateia, ciente de que o conhecimento muda o mundo e a Unioeste se insere onde vive sem uma pretensa mão única que leve o conhecimento à sociedade, mas que dialoga com o binômio teoria/prática e busca também o saber-fazer-saber, em boa medida, retificou as pré-conclusões generalizantes de que as instituições de ensino tão somente veiculam um “cemitério de conhecimentos mortos”. Até porque os tempos atuais vivem a guerra de todos os tempos e mesmo o grande Sócrates exclamava há 470 anos a.C.: “Nossa juventude ama a luxúria, tem maus modos, despreza a autoridade dos pais e não respeita os mais velhos”. Pedro Demo, afinal, foi escolhido a dedo para dizer o quase todo mundo (não) queria ouvir. 

Em tempos de homens de pedra, porém, convém ter o coração também de pedra. E de Pedro, que acentuou a necessidade maior da educação: “cuidar do professor”, no intento de fazê-lo deixar de ser só “auleiro”, instituir a ideia de que “a aprendizagem é a autoaprendizagem”, e aprender a estudar, pesquisar e produzir os conhecimentos a serem levados à sala de aula. E mais: a instigar o aluno ao trabalho autopoiético, cônscio e crítico de produzir um conhecimento sempre em xeque, com “desconfiômetro”, permanentemente aberto a questionamentos e mudanças e, além disso, capaz de respeitar a si e aos outros conhecimentos. 

Enfim, foi-se o Pedro – e restaram as pedras. E nós, em nosso trabalho de deseducação, no intento de seguir as palavras do mestre de que “a educação precisa formar rebeldes, pois é deles que precisamos para mudar a sociedade”, vamos tocando em frente, atentos, porém, a não pôr a mão – sem cuidados – entre duas (ou mais) pedras. É claro que nem tudo são flores, mas nem tudo é, também, terra arrasada. Daí a escolha de não optar pelo simples 8 ou 80. É preciso cuidar para não jogar a criança junto com a água do banho. Há muito por fazer, mas também há muitas ações e experiências merecedoras de respeito, expansão e aprofundamento. Diriam os mais românticos que é mais fácil conquistar uma nova amada a cada dia, do que a mesma mulher todos os dias. Por “extensão”, talvez seja mais fácil ser brilhante num evento isolado do que dar um show a cada hora em turnos, turmas e escolas diferentes no dia a dia escolar. Assim, seguimos a jogar pedras pra cima e em nossas vidraças, na certeza de termos uma boa espada de Dâmocles sobre nossas cabeças e sobressaltos capazes de nos embalar sem deixar dormir, cientes de que somos pedra carentes não de limo, mas de lima, na difícil tarefa de aprender que viver não é preciso.

Carlos Silveira - PEE - Programa de Educação Especial

StarTalk - Neil deGrasse Tyson e Christopher Nolan (LEGENDADO)

Confira ai o mais novo Talk Show: STARTALK!
Apresentado pelo maior astrofísico da atualidade, Neil deGrasse Tysson.
O programa trás assuntos científicos do Cosmos bem como assuntos de comportamento humano - até agora. O debate sempre acontece entre Tyson, um especialista do assunto em questão e um comediante, o que torna o programa ainda mais interessante por ser abordado com uma pegada de humor junto com os fatos científicos. Também faz parte do debate, alguma outra pessoa pública em questão, que foi entrevista por Neil deGrasse em um outro momento. No caso deste episodio abaixo, foi o responsável pelo último grande filme de ficção científica Interestelar!


segunda-feira, 18 de maio de 2015

HOTÉIS E O BISCOITO DA SORTE



Um tanto desanimado, desencantado com a nova economia do “não me importo, não precisamos nos importar”, cheguei no Hotel W, em São Francisco. Os outros hotéis dessa cadeia não haviam me emocionado, mas como esse estava localizado do outro lado da rua do local onde faria uma palestra e meu agente de viagem me colocou lá, não reclamei.

Entre com uma expectativa muito baixa.

Duas pessoas extremamente atraentes que estavam na recepção olharam para mim. O rapaz disse com um sorriso genuíno: “Bem-vindo!” E tudo começou a mudar.

Essas pessoas estavam, de fato, fazendo tudo para agradar. Porque queriam e não porque deveriam.

Cheguei a meu andar. A arrumadeira que estava no corredor me deu um biscoito da sorte quando passei por ela a caminho do quarto. O apartamento estava bem decorado. Um CD tocava um jazz no estéreo e no banheiro havia um atraente jogo completo de produtos de toucador. Custo extra de, talvez, $3.

Pedi que me acordassem ao telefone. Uma pessoa gentil anotou o meu pedido e não um computador. Perguntaram se eu gostaria que me preparassem um café da manhã logo cedo (pedi para ser acordado às 4:00h!). Respondi que sim. Lucro líquido por colocarem uma pessoa do outro lado da linha? $15.

Não existe experiência perfeita, mas essa foi uma história bem contada. Uma história com autenticidade e pessoas educadas. Restauro (pelo menos um pouco) minha fé no que as organizações são capazes de fazer.

Seth Godin

SEGREDOS ÓBVIOS: OS DOIS SEGREDOS ÓBVIOS DE TODO NEGÓCIO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS



1) ASSUMA A RESPONSABILIDADE!!!!

2) PRESTE ATENÇÃO AO DETALHE!!!!

O que é mais surpreendente é como se dá tão pouca atenção a esses dois itens e como é freqüente encontrarmos pessoas (seja no business-to-business, seja no business-to-consumer) que os ignoram completamente.

Você ficaria chocado se visse um recepcionista de hotel roubar dinheiro do caixa, ou um barman quebrar garrafas ou um consultor empresarial rabiscar a parede do escritório do cliente com uma caneta de feltro. Entretanto, todo santo dia encontro pessoas que dizem “esse não é meu serviço” ou “nossos serviços online são terceirizados. A responsabilidade é deles”. Mais sutis, porém ainda mais importantes, são todos os pequenos detalhes cotidianamente ignorados.

Todos os anúncios do mundo não conseguem corrigir o estrago que pode ser causado por um atendente ruim.

Todos os negócios são prestadores de serviços, e a experiência do cliente é o produto.

Seth Godin