quinta-feira, 1 de maio de 2014

COSMOS 03 - Uma Odisseia no Espaço-Tempo - Neil deGrasse Tyson

Nascemos inseridos em um mistério, um mistério que tem nos assombrado desde que nos conhecemos por humanos.
Acordamos neste mundinho sob um cobertor de estrelas, como um bebê abandonado na porta de uma casa, sem uma carta que explique de onde viemos, quem somos, como nosso universo foi concebido. E sem ideia de como terminar nossa isolação cósmica.
Tivemos que entender tudo isso por nós mesmos. A melhor coisa que tínhamos a nosso favor era nossa inteligência, especialmente, nosso dom para reconhecimento de padrões, aguçado através de eras de evolução. Aqueles que eram bons em detectar presas e predadores, que distinguiam as plantas venenosas das nutritivas, tinham mais chances de viverem e se reproduzirem. Eles sobreviveram e passaram adiante os genes para reconhecimento de padrões, com suas vantagens evidentes.
Povos do planeta todo olhavam as mesmas estrelas e reconheciam diferentes figuras nelas. Usamos este dom de reconhecer padrões na natureza para ler o calendário no céu. As mensagens escritas nas estrelas Diziam aos nossos antepassados quando acampar e quando se mover. Quando os rebanhos migravam e quando a chuva e o frio chegariam, e quando cessariam por um tempo. Quando perceberam a direta conexão entre o movimento das estrelas e os ciclos sazonais da vida na Terra, concluíram, naturalmente, que o que acontece lá em cima deve nos afetar aqui embaixo.



Faz sentido, certo?
Se o céu era um calendário e alguém colocou um recado em cima dele, o que mais seria senão uma mensagem?
Quando a ordem celestial era violada de repente pela aparição de um cometa no céu...
Eles levavam para o lado pessoal.
Podemos os culpar?
Naquela época, não tinham outra explicação lógica para o que tinha acontecido. Foi muito antes de qualquer um imaginar que a Terra era um planeta rotacionando um eixo inclinado que transladava ao redor do Sol. Todo povo antigo cometeu o mesmo erro: um cometa deve ser uma mensagem enviada pelos deuses, ou um deus, em particular.
E quase da mesma forma, nossos ancestrais concluíram que as notícias não eram boas. Não importa se era um antigo Asteca, Anglo-Saxão, Babilônico, Hindu. Cometas eram presságios de desgraça. A única diferença entre eles era a natureza precisa do futuro desastre. "Dis-aster", do grego "estrela má".
Para Masai da África Oriental um cometa significa fome. Para os Zulus do sul, significava guerra. Para os Eghap do ocidente, significava doença. Para os Djaga do Zaire, era, especificamente, a varíola. Para os vizinhos deles, os Luba, um cometa previa a morte de um líder. Os chineses antigos eram incrivelmente sistemáticos. Por volta de 1400 a.C., começaram a registrar e catalogar as aparições de cometas. Um cometa de três caudas significava calamidade para o país. Um cometa com quatro caudas significava que uma epidemia estava chegando.



O talento humano para o reconhecimento de padrões é uma espada de dois gumes. Somos muito bons em achar padrões, mesmo quando não existem de verdade, o chamado "reconhecimento de padrões falsos". Somos sedentos por significância, por sinais de que nossa existência tem um significado especial para o universo. Para tanto, todos ansiamos enganar a nós mesmos e outros, discernir uma imagem sagrada em um sanduíche de queijo ou encontrar um alerta divino em um cometa.
Hoje, sabemos exatamente de onde vêm os cometas e do que eles são feitos. Nossa Nave da Imaginação, alimentada tanto pela ciência quanto pela imaginação, pode nos levar a qualquer lugar no espaço e tempo. Pode viajar mais rápido que a luz e tornar visíveis coisas que não podem ser vistas. Ela está nos levando para um território misterioso, que está há um ano-luz do Sol.
O que é este enxame de mundos?
Foi organizado por aliens? Não.
Somente pela gravidade. São os resquícios do passado, montanhas de pedra e gelo à deriva, os restos preservados do nascimento do Sistema Solar. É chamado de Nuvem de Oort, em homenagem a Jan Oort, o astrônomo holandês que previu sua existência em 1950.



Ele estava tentando resolver um paradoxo. Há várias maneiras de cometas morrerem. Por atravessarem órbitas de planetas, os cometas frequentemente se chocam com eles. Cometas são formados principalmente de gelo, então, a cada vez que chegam perto do Sol, perdem parte deles por evaporação. E após milhares de viagens, o gelo acaba, e o que permanece do comenta é agora um asteroide. Cometas podem ser ejetados do Sistema Solar pela gravidade e exilados ao espaço. E ainda, de alguma maneira, os cometas continuam chegando. Oort e outros astrônomos se perguntaram: "De onde vêm todos os cometas?"
Oort calculou a taxa em que novos cometas aparecem e concluiu que deveria haver um gigante enxame esférico deles a alguns anos-luz, dando voltas no Sol. A lógica de Oort ainda permanece, mesmo após todas as descobertas sobre cometas e o Sistema Solar em muitas décadas desde então. E mesmo assim, a Nuvem de Oort é uma visão na qual ninguém pôs os olhos. Nem poderíamos. É escuro lá fora. E cada cometa está tão longe de seu vizinho mais próximo quanto a Terra está de Saturno.
Mas a ciência nos dá poderes especiais. Deu a Jan Oort o dom da profecia.
Oort foi também o primeiro a estimar corretamente a distância entre o Sol e o centro da nossa galáxia. Isso é impressionante, descobrir onde estamos na Via Láctea. Nossa estrela está a cerca de 30 mil anos-luz do centro. Oort foi também o primeiro a usar um radiotelescópio para mapear a estrutura espiral da galáxia. E descobriu que o centro de nossa galáxia era um lugar de explosões titânicas, a primeira indicação de que lá talvez houvesse um buraco negro supermassivo por perto.



O fato de que a maioria saiba os nomes de assassinos em massa, mas nunca ouviu falar de Jan Oort, diz algo sobre nós?
A Nuvem de Oort é tão grande que um dos cometas dela leva um milhão de anos para completar uma única volta ao redor do Sol. Aqui, no outro extremo do Sistema Solar, mesmo a gravidade de uma pequena estrela viajante pode liberar alguns desses cometas de seus vínculos gravitacionais com o Sol. Alguns cometas são atirados para fora do Sistema Solar para vagar no espaço interestelar.
Mas para outros, há um destino diferente. Esse está indo em direção ao Sol, ganhando velocidade em um queda livre ininterrupta que dura centenas de milhares de anos. Quando a gravidade de Netuno dá outro puxão, há uma pequena mudança no curso. O poderoso Júpiter, o objeto mais massivo em nosso Sistema Solar, além do Sol, atrai o cometa com sua poderosa atração gravitacional, curvando seu curso. Quando nosso cometa chega no interior do Sistema Solar o calor do Sol o queima.
Uma bela transformação começa. O icebergue árido e coberto de fuligem agora ostenta uma auréola brilhante e uma cauda.
Estas camadas contam a história de como o cometa foi feito, alguns há 4 bilhões de anos. Durante as 40 mil gerações da humanidade, deve ter acontecido cerca de 100 mil aparições de um cometa brilhante. Por todo esse tempo, o melhor que podíamos fazer era olhar para cima maravilhados prisioneiros da Terra sem termos onde buscar uma explicação além de nossa culpa e nossos medos.
Mas então, uma amizade começou entre dois homens, levando à permanente revolução no pensamento humano. Isaac Newton e Edmond Halley podiam não saber, mas suas colaborações finalmente nos livrariam de nosso longo confinamento neste pequeno mundo. O cometa de 1664 causou pavor por toda a Europa, e o terror parecia justificável quando a Praga e o Grande Incêndio de Londres vieram logo depois. Lá, com longos cabelos sangrentos, uma estrela ardente ameaça o mundo com fome, praga e guerra. Para príncipes, significava a morte. Para reinos, muitas cruzes. Para todos os Estados, perdas inevitáveis. Para pastores, podridão. Para lavradores, estações desafortunadas. Para navegadores, traria tempestades. Para cidades, revoltas civis. Mas para uma criança, o cometa não era nem um pouco assustador. Para ele, era algo de se admirar.



Como todos nós, Edmond Halley nasceu curioso. Minha nossa! Ele teve sorte em ter um pai que encorajava e nutria sua curiosidade, comprando os melhores instrumentos científicos e até financiando sua expedição para fazer o primeiro mapa estelar preciso do Hemisfério Sul.
Halley saiu de Oxford com 20 anos e navegou para Sta. Helena, uma ilha abaixo do Equador, na costa oeste da África. Minha nossa. O problema era que ninguém havia dito a Halley que o tempo em Sta. Helena era geralmente péssimo. Levou 12 frustrantes meses para observar estrelas do sul o bastante para fazer um mapa completo. Os deuses e heróis da antiga Grécia agora estavam juntos com figuras místicas de um novo mundo e um nova era: um tucano, um compasso, uma ave-do-paraíso. Quando Halley chegou em casa com a outra metade do céu, o mapa dele criou uma onda. Agora, mercadores e exploradores podiam navegar pelas estrelas visíveis em qualquer lugar da Terra. Nessa época, a Sociedade Mundial de Londres era a câmara de compensação da descoberta científica. Seu lema, "Nullius in verba", resume o coração do método científico. Do latim, "veja por si mesmo". Em outras palavras, "questione a autoridade".



O mapa de Halley chamou a atenção do curador de experimentos da Sociedade. Eu o mostraria a você, se pudesse, mas não existem retratos de Robert Hooke, apenas a descrição verbal de seus contemporâneos. O definiam como "magro, corcunda, feio". Foi, possivelmente, a pessoa mais criativa que já viveu. E apesar de sua aparência, foi o convidado mais procurado para as festas em Londres. Por quê?
A insaciável curiosidade de Hooke englobava absolutamente tudo. Hooke descobriu um pequeno cosmos, e ainda o chamamos pelo nome que ele deu: a célula. Hooke descobriu a célula olhando um pedaço de cortiça com uma de suas invenções: o microscópio composto. Ele antecipou aspectos da Teoria da Evolução de Darwin por quase 200 anos. Hooke também aprimorou o telescópio.
Os desenhos que fez de corpos astronômicos que observou Atestam sua misteriosa precisão. Depois que o Grande Incêndio destruiu Londres em 1666, Hooke fez uma parceria com o arquiteto Christopher Wren para redesenhar e reconstruir a cidade. Hooke foi o mais importante experimentalista de sua era. Usando molas em espiral, criou a lei da elasticidade, conhecida hoje como a Lei de Hooke. Aperfeiçoou a bomba de ar, o ápice da tecnologia de sua época, e usou para experimentos com respiração e som. Fez experimentos com Cannabis. Ele reportou em uma reunião da Sociedade Real que um capitão de mar, amigo dele, "tinha experimentado tantas vezes, que não havia o que temer embora seja possível causar risadas."



Mas café era a droga preferidada Inglaterra no século XVII. Cafeterias se espalhavam por toda Londres. Era onde as pessoas iam para buscar notícias, iniciar novos negócios e debater ideias. A cafeteria era um oásis de igualdade em uma sociedade obcecada por classes. Aqui, um homem pobre não precisava ceder seu assento a um rico, nem submeter-se à sua opinião. Era um tipo de laboratório da democracia. Nesta atmosfera altamente cafeínada, Halley e Hooke encontraram-se com Christopher Wren para discutir um mistério profundo.
Por que planetas se movem da maneira como fazem?
O astrônomo Johannes Kepler tinha demonstrado há uns 80 anos que as órbitas dos planetas ao redor do Sol não eram círculos perfeitos, mas, na realidade, elipses, e quanto mais próximo o planeta estivesse do Sol, mais rápido se movia.
Por quê?
Poderia uma força invisível do Sol ser responsável por esta mudança na velocidade do movimento? Se sim, como funcionava?
Poderia haver uma simples lei matemática para descrevê-la?
Talvez algo como a Lei de Hooke para a elasticidade?
Talvez.
Mas por mais que tentasse, Christopher Wren não pôde descobrir.
Como se eu não tivesse tentado.
Está acima de mim. Aposto um livro no valor de 40 xelins ao homem que puder resolver!
Esse livro é meu, Sr. Wren. Já fiz os cálculos.
Halley ficou encantado.
Mostre-nos, Sr. Hooke.
Mas meses se passaram, e Hooke falhou em entregar. Ele não conseguia fazer a conta. Nenhum deles conseguia.
Finalmente, Halley se fartou das desculpas de Hooke.
Halley sabia que devia haver alguém em algum lugar à altura do desafio.
Que tal aquele matemático em Cambridge?




Sujeito esperto.
Resolveu questões centrais sobre a natureza da luz há anos, quando tinha apenas 22 anos. E inventou o telescópio refletor. Pássaro estranho. Saiu de cena um tempo atrás, alguma disputa com Hooke e sua descoberta sobre a luz. Ficou destroçado, e desde então se esconde em Cambridge. Halley imaginou se este estranho e, pelo que diziam, extremamente difícil de lidar, poderia ter sucesso onde Hooke e outros falharam.
O que ele não sabia, o que ninguém poderia imaginar na época, eram as incontáveis maneiras de como o mundo mudaria por causa desse encontro em um dia de agosto de 1684.
Isaac Newton nasceu na Inglaterra no dia de Natal em 1642. Antes de abrir os olhos, seu pai já havia falecido. Sua mãe o deixou quando tinha apenas três anos e não voltou até que ele tivesse 11. Quando voltou, estava com uma nova família e marido, um padrasto, que Isaac Newton desprezava. O refúgio de Newton de sua vida miserável em família era a paixão por entender como as coisas funcionavam, especialmente a natureza em si.
Em 1661, o talentoso Isaac entrou para a Trinity College na Universidade de Cambridge, onde foi um péssimo aluno, sem amigos ou família para dar-lhe carinho ou coragem. Newton sempre se isolou dentro de seu quarto, estudando antigos filósofos Gregos, geometria, outras línguas e refletindo sobre perguntas profundas sobre a natureza da matéria, espaço, tempo e movimento.
Esse cientista também foi um apaixonado por mística. Newton acreditava que um conhecimento secreto, chamado alquimia, conhecido por um pequeno grupo de antigos filósofos, estava esperando para ser redescoberto. Ele esperava aprender como transformar metais simples em prata ou ouro, e até produzir o elixir da vida, a chave para a imortalidade. Ele também era obcecado em descobrir mensagens ocultas nas palavras da Bíblia. Procurou em várias traduções de línguas diferentes, esperando descobrir mensagens criptografadas de Deus. Fez cálculos elaborados querendo descobrir a data do Segundo Advento. Sua pesquisa sobre alquimia e a cronologia bíblica não teve resultados concretos.



Quando Halley achou Newton naquele dia fatídico, ele estava vivendo como um recluso. Newton começou a se esconder treze anos antes, depois que Robert Hooke acusou Newton publicamente de roubar seu trabalho inovador sobre luz e cores. Na verdade, foi Isaac Newton que desvendou o mistério do espectro visível, não Robert Hooke. A ferida foi dolorosa e profunda, e Newton decidiu nunca mais se expôr a tal humilhação. Senhor, acho que não se lembra do nosso encontro há alguns anos?
-Sim, Sr. Halley.
-Desculpe-me por perturbá-lo.
Esqueça as formalidades, vá ao assunto.
Estive conversando com nossos amigos, Sr. Wren e Sr. Hooke.
Aquele canalha do Hooke não é meu amigo.
Sim, eu entendo, senhor.
Mas é que estivemos discutindo sobre o movimento planetário. Concordamos que alguma força de atração do Sol Coordena o movimento dos planetas. Suspeitamos que haja uma lei matemática para descrever como essa força se altera com a distância. -E sabendo de suas aptidões...
-Sim, a atração gravitacional se enfraquece ao quadrado da distância. É por isso que os planetas se movem em elipses.
-Mas como pode saber disso?
-Eu calculei isso há uns 5 anos.
Eu imploro, mostre-me.
O cálculo está aqui em algum lugar. Não importa. Irei refazê-lo e enviarei para você.
Isso é magnífico! Como nunca soubemos antes?
Newton se lembrava muito bem do que Hooke fez com ele da última vez que ele propôs uma ideia. Só quando Halley começou a se perguntar se Newton estava blefando, assim como Hooke fez antes, um mensageiro chegou com um envelope de Newton.
Aqui estão as primeiras páginas da ciência moderna.
Com sua visão abrangente da natureza, leis universais de movimento, gravidade...
Não só para a Terra, mas para o universo.
Halley correu de volta para Cambridge. Sr. Newton, peço-vos para transcrever tudo isso em um livro o mais rápido possível. Posso assegurá-lo que a Sociedade Real publicará.
Mas havia um pequeno problema. Todos concordamos que o Sr. Newton produziu uma obra prima. Porém, temo que a Sociedade Real não tenha vendido o que esperava com o livro "História dos Peixes". É um livro impressionante. Extremamente abrangente.
Sem dúvida.



É cheio de ilustrações pródigas de... bem, peixes. As vendas decepcionantes levaram a um problema maior. A Sociedade Real estourou o orçamento anual com "História dos Peixes". Na verdade, estavam precisando tanto de dinheiro, que tiveram que pagar o salário do Halley com cópias do livro de pior venda.
Sem dinheiro para imprimir o "Principia" de Newton, a revolução científica estava em jogo. Sem os esforços heroicos de Halley, a obra prima do isolamento de Newton poderia nunca ter sido publicada.
Mas Halley tinha uma missão, absolutamente determinado a levar as ideias de Newton. ao mundo. Aquele mundo pré-científico, dominado pelo medo, foi colocado à beira de uma revolução. Tudo dependia se Halley conseguiria ou não levar o livro de Newton para todo o mundo. Halley resolveu não só editar o livro de Newton, mas publicá-lo com seu próprio dinheiro. Newton terminou os dois primeiros volumes, Introduzindo a estrutura matemática na física do movimento. O terceiro volume resolveria de uma vez por todas quem ganhou a aposta da cafeteria.
Newton aplicou seus princípios para explicar todos movimentos conhecidos da Terra, da Lua e dos planetas.  Infelizmente, tinha um problema. Agora, Halley também era o psicólogo de Newton. Isaac, temo que o Sr. Hooke requer um reconhecimento no prefácio do seu terceiro volume. Mas eu fiz. Eu agradeci a ele, ao Sr. Wren e a você por me fazerem pensar de novo sobre assuntos astronômicos. O Sr. Hooke tem falado em Londres que você roubou dele a ideia da Lei da Gravitação.
Aquele litigioso... Nunca!
Eu prefiro queimar o terceiro volume que desfigurá-lo com tal mentira.
Esqueça o Hooke. Ele será esquecido enquanto suas ideias serão celebradas.



Mais cópias desse livro terrível?
Onde vamos colocá-los?
Já conversamos sobre isso, Mary, querida. É o meu salário da Sociedade. Eles não têm outra coisa para me pagar. Se pelo menos o Sr. Hooke e o Sr. Newton fossem como você.
Halley e Wren decidiram confrontar Hooke sobre suas falsas reinvindicações.
Aquela lei é minha, eu digo! Eu a provei primeiro.
Então, mostre sua prova. Deixe-nos ver.
Certamente já esperamos tempo suficiente.
Você simplesmente terá que acreditar no que eu digo.
Alegações vazias podem persuadir em outros lugares, mas não aqui.
Mostre ou cale-se, Sr. Hooke.
Maldito Newton. Ele irá pagar por isso.
Se não fosse por Edmond Halley, o grande livro de Newton não teria sido concebido, escrito, nem impresso.
Certo. E daí?
Que diferença isso faz para nós?
Qual é o grande feito?
Quando Isaac Newton nasceu nessa casa em 1642, o mundo era muito diferente. Todos viam a perfeição do movimento planetário no céu como um relógio, que só poderia ter sido o trabalho de um relojoeiro.
Como mais explicar isso?
Só existia um jeito para essas coisas acontecerem. Em suas mentes havia apenas uma resposta: Deus. Por razões além de nossa compreensão, Deus apenas criou o Sistema Solar daquele jeito. Mas esta explicação é o fechamento de uma porta. Não leva a outras perguntas.
E junto veio Newton, um homem que amava Deus e era um gênio. Ele podia escrever as leis da natureza em equações matemáticas perfeitas. Fórmulas que se aplicam universalmente em maçãs, luas, planetas e muito mais. Com um pé ainda na Idade Média, Isaac Newton imaginou todo o Sistema Solar. As leis de Newton da gravitação e movimento revelaram como o Sol segurava mundos distantes. Suas leis deixaram de lado a necessidade de um relojoeiro para explicar a precisão e a beleza do Sistema Solar. A gravidade é o relojoeiro.



A matéria obedecia mandamentos que pudemos descobrir, leis que a Bíblia não mencionou. A resposta de Newton para por que o sistema solar é do jeito que é abriu o caminho para infinitas perguntas. "Principia" também incluía a invenção do cálculo, e a primeira base teórica sólida para o fim da nossa prisão na Terra: viagem espacial. Newton imaginou o disparo de uma bala de canhão com impulsos cada vez maiores. Ele argumentou que, com velocidade suficiente, os limites da gravidade poderiam ser quebrados, e a bala de canhão poderia orbitar a Terra.
Isso mudou tudo.
O "Principia Mathematica" nos liberta de outra forma. Ao encontrar as leis naturais que regem as idas e vindas dos cometas, dissociando os movimentos dos céus das antigas conexões com nossos medos. Se Halley não estivesse todos esses anos ao lado de Newton, talvez o mundo lembrasse de suas realizações e descobertas.
Mas o que vem à mente da maioria das pessoas é o cometa. A ironia é que a descoberta de um cometa foi uma das poucas coisas que Halley nunca fez. Após a publicação do "Principia", Halley liderou três viagens oceânicas, expedições para resolver problemas de navegação. Halley aproveitou essa oportunidade para fazer o primeiro mapa do campo magnético da Terra. Era também um homem de negócios. Halley aperfeiçoou o sino de mergulho... e usou sua invenção para iniciar operações de salvamento comerciais.



Dr. Halley se foi desta vez. Ele está lá embaixo há pelo menos três horas. Para não arriscar vidas alheias, Halley pessoalmente testou sua invenção. Faz exatamente quatro horas desde nosso mergulho. Nada mal para 18 metros.

Ele inventou o mapa meteorológico. E os símbolos que ele criou para indicação dos ventos são usados até hoje.
Halley lançou as bases das estatísticas demográficas.
Como?
Ele comparou nascimentos, casamentos, mortes, e densidades populacionais de Londres e Paris. Percorreu o perímetro de Paris a pé, para saber suas verdadeiras dimensões. Ele chegou à conclusão de que metade dos adultos não conseguem reproduzir, isso se sobreviverem para reproduzir. Então cada casal deveria ter quatro filhos, a fim de manter a população. E foi Edmond Halley que nos deu a real escala do Sistema Solar. Ele descobriu uma maneira de encontar a distância da Terra ao Sol. Tratava-se de medir com precisão o tempo que levava para o planeta Vênus cruzar o diâmetro do Sol. 27 após a morte de Halley, Capitão James Cook fez sua primeira viagem ao Taiti com o objetivo de testar o método de Halley, durante a transição de Vênus pelo sol. Usando um filtro especial para proteger a sua visão de ser destruída por olhar diretamete ao Sol, Cook e seus homens descobriram que o Sol está a 149 milhões de quilômetros da Terra.
Halley foi o primeiro a perceber que as chamadas "estrelas fixas" não eram fixas. Como ele percebeu? Utilizando observações feitas pelos antigos astrônomos gregos das estrelas mais brilhantes. Comparou essas observações com as que ele mesmo fez, 1.800 anos depois. Por que ninguém notou isso antes?
Halley descobriu que as coisas só se tornam aparentes se houver muito tempo entre as observações. É difícil perceber o movimento de objetos muito afastados. E as estrelas estão tão distantes que precisaria rastreá-las por muitos séculos antes de perceber que elas se movem. Halley descobriu o primeiro indício de uma realidade magnífica: Todas as estrelas se movem, fluindo uma sobre a outra. Subindo e descendo como cavalos de um carrossel em sua dança Newtoniana ao redor de nossa galáxia. E, sim. Aí está algo sobre os cometas. O que eram aquelas belas e estranhas visitas celestiais que apareciam sem aviso de tempo em tempo? Halley se propôs a resolver o mistério como um detetive, reunindo testemunhas oculares confiáveis. A primeira observação precisa de um cometa que Halley poderia encontrar foi feita em Constantinopla por Nikephoros Gregoras, um monge e astrônomo Bizantino, em junho de 1337. Halley procurava por cada observação astronômica de um cometa registrada na Europa entre 1472 e 1698. E lembre-se, não existiam mecanismo de busca e computador.Tudo o que Halley tinha eram livros e sua mente. Agora vem a parte difícil. Halley pegou as observações feitas para cada cometa e encontrou a forma de seus caminhos pelo espaço. E somente Newton tinha tentado aplicar seu conjunto de leis a uma questão astronômica. Em uma árdua viagem de força e brilhantismo matemático, Halley descobriu que os cometas estavam ligados ao Sol em longas órbitas elípticas. E ele foi o primeiro a entender que os cometas vistos em 1531, 1607 e 1682 eram o mesmo. Um único cometa que retornava a cada 76 anos. Em um impressionante exemplo de reconhecimento de padrões, ele previu que seria visto novamente mais de 50 anos no futuro.
Por milênios, os cometas eram suporte para místicos que os consideravam presságios de eventos humanos. Halley destruiu seu monopólio derrotando-os com seu próprio jogo. Um jogo que nenhum cientista havia jogado antes. Profecia. E ele não limitou sua aposta. Halley afirmou categoricamente que o cometa iria voltar ao final de 1758, de uma parte específica do céu seguindo um caminho específico. Dificilmente se encontra uma profecia mística com uma precisão minimamente comparável. Este é o Cometa Halley.



Aqui na borda do Sistema Solar não parece muita coisa. Somente um grande pedaço de gelo e rocha no espaço. Isso porque além da órbita de Netuno, aproximadamente a 5 bilhões de quilômetros do Sol, os cometas levam uma vida bem tranquila. Ao atingir o final de sua órbita, desacelera até que o Sol não o permita ir mais longe. Então começa uma longa queda de volta ao interior do Sistema Solar. O Cometa está em queda livre em torno do Sol. Tudo no nosso Sistema Solar: a Terra, a Lua, os outros planetas, cometas, asteroides, todos eles, estão em queda ao redor do Sol. A gravidade puxa os planetas em direção ao Sol mas devido ao seu momento angular, continuam se movendo ao redor do Sol nunca caindo em seu interior. Robert Hooke havia morrido anos antes, arruinando sua saúde com maus hábitos. Doses diárias de absinto, ópio, mercúrio. Poucos meses depois, Newton foi eleito para substituí-lo na presidência da Sociedade Real. Dizem que um retrato de Hooke já esteve naquelas paredes. Halley viveu para concluir muito mais feitos surpreendentes e trabalhou até sua morte, aos 85 anos. Seu último pedido foi uma taça de vinho que ele tomou com prazer e deu seu último suspiro. Alguns acreditam que numa noite como esta Isaac Newton finalmente obteve sua vingança contra Robert Hooke. Mas a profecia de Halley não foi esquecida. 50 anos depois, com sua volta prevista se aproximando, astrônomos de todo o mundo lutavam para ser o primeiro a avistar o cometa.
E não se desapontaram. Ele tem sido recebido a cada 76 anos desde então. Quando o Cometa Halley retornar à nossa atmosfera a luz solar aquecerá o gelo em sua superfície mais uma vez liberando poeira e gases nele contidos.
A visita do Cometa Halley mais recente à nossa vizinhança foi em 1986. E se você ver isto em 2061, saberá que ele está de volta. Que você sinta a admiração de todos aqueles antes de você e nenhum medo. As Leis de Newton possibilitaram que Edmond Halley visse 50 anos no futuro, e a predizer o comportamento de um único cometa.Os cientistas usam estas leis desde então, abrindo caminho para a Lua e além do nosso Sistema Solar. O bebê na cesta está aprendendo a caminhar e a conhecer o cosmos.

O que me traz a uma última profecia. Usando somente a Lei da Gravitação de Newton, nós, astrônomos, podemos prever com confiança que daqui a bilhões de anos a nossa galáxia, a Via Láctea, irá se fundir com nossa galáxia vizinha: Andrômeda. 



Como a distância entre as estrelas é muito maior do que seus tamanhos, poucas ou nenhuma estrela destas galáxias irão realmente colidir. Qualquer vida nos mundos deste futuro distante deverá estar segura, mas será presenteada com um fantástico show de luz de bilhões de anos. Uma dança de meio trilhão de estrelas para uma música ouvida primeiro em um pequeno mundo por um homem que tinha apenas um amigo verdadeiro.



Aumente o poder do seu cérebro - John Medina

O autor: o Dr. J. Medina é biólogo molecular especializado no estudo dos genes que atuam no desenvolvimento do cérebro humano e na genética dos distúrbios psiquiátricos. É diretor do Centro do Cérebro para Pesquisa de Aprendizado Aplicado da Universidade Seattle Pacific e também professor do departamento de bioengenharia da faculdade de medicina da Universidade de Washington. Mais informações no site www.brainrules.net



Aumente o poder do seu cérebro, John Medina


1) Os exercícios aumentam o poder do cérebro:
  • O cérebro foi feito para que caminhássemos 20km por dia!
  • Para melhorar a capacidade de pensar, temos que nos mexer.
  • Os exercícios levam sangue para o cérebro, transportando até ele a glicose, que se transforma em energia e oxigênio para absorver os elétrons tóxicos excedentes. E também estimulam a proteína, que mantém os neurônios conectados.
  • Duas sessões de exercício aeróbico por semana bastam para reduzirmos à metade o risco de demência generalizada e em 60% a probabilidade de ocorrência do mal de Alzheimer.
2) O cérebro também evoluiu:

  • Nós não temos apenas um cérebro, e sim três. Começamos com um “cérebro de lagarto” para nos manter respirando. Depois adquirimos um cérebro idêntico ao de um gato e cobrimos os dois com uma camada de gelatina chamada córtex – o terceiro e poderoso cérebro “humano”.
  • Ocupamos todo o planeta por meio de adaptações à mudança em si, depois de sermos forçados a descer das árvores para a savana quando alterações no clima destruíram as nossas fontes de alimento.
  • O fato de termos deixado de andar sobre quatro apoios e nos tornado bípedes que passaram a caminhar na savana liberou energia para desenvolver um cérebro complexo.
  • O raciocínio simbólico é um talento tipicamente humano. Pode ter surgido da nossa necessidade de compreender as intenções e motivações uns dos outros, permitindo assim que nos organizássemos em grupos.

3) Todo cérebro tem conexões específicas:

  • Aquilo que fazemos e aprendemos modifica a aparência física do cérebro – literalmente o reprograma com novas conexões.
  • As diversas áreas cerebrais se desenvolvem em diferentes velocidades em cada pessoa.
  • Não existem dois indivíduos cujos cérebros armazenam a mesma informação da mesma maneira e no mesmo lugar.
  • Temos diversos tipos de inteligência, e muitos deles não aparecem nos testes de Q.I.

4) Ninguém presta atenção em coisas chatas:

  • O “spot” cerebral conectado à atenção consegue focalizar apenas uma coisa de cada vez, e não várias ao mesmo tempo.
  • Somos mais eficientes em perceber padrões e captar o significado de um acontecimento do que em gravar detalhes.
  • A estimulação emocional ajuda o cérebro a aprender.
  • A platéia para de prestar atenção depois de 10 minutos, mas é possível reacender o seu interesse com narrativas ou eventos ricos em emoções.

5) Repita para se lembrar:

  • O cérebro tem muitos tipos de sistemas de memória. Um deles segue quatro fases de processamento: codificação, armazenamento, recuperação e esquecimento.
  • A informação que entra no cérebro é imediatamente dividida em fragmentos que são enviados a regiões diferentes do córtex para armazenamento.
  • A maior parte dos eventos que indicam se algo que foi aprendido também será relembrado ocorre nos primeiros segundos do aprendizado. Quanto mais elaborada é a codificação da memória em seus momentos iniciais, mais forte ela será.
  • Podemos melhorar nossas chances de nos recordarmos de uma informação se reproduzirmos o ambiente em que estávamos quando o nosso cérebro foi exposto a ela pela primeira vez.

6) Lembre-se para repetir:

  • A maioria das memórias desaparece em minutos, mas aquelas que sobrevivem a esse período frágil se fortalecem com o tempo.
  • Memórias de longo prazo são formadas por meio de uma conversa entre o hipocampo e o córtex, até que o primeiro rompe a conexão e a memória é fixada no córtex – e isso pode levar anos.
  • O cérebro nos fornece apenas uma visão aproximada da realidade, porque mistura novos conhecimentos com memórias passadas e os armazena juntos, como se fossem uma coisa só.
  • Para fazermos com que a memória de longo prazo seja mais confiável, temos que incorporar novas informações de maneira gradual e repeti-las em intervalos específicos.

7) Durma bem, pense bem:

  • No cérebro há um constante estado de tensão entre células e substâncias químicas que tentam nos fazer dormir e células e substâncias químicas que querem nos manter acordados.
  • Os neurônios realizam uma atividade rítmica vigorosa quando estamos dormindo – talvez repetindo o que aprendemos naquele dia.
  • Há diferenças quanto à quantidade de sono de que cada um de nós precisa e ao horário em que preferimos dormir, mas a vontade de tirar uma soneca à tarde é universal.
  • A privação de sono prejudica a atenção, a função executiva, a memória imediata, a memória de trabalho, o humor, as habilidades quantitativas, o raciocínio lógico e até a agilidade motora.

8) Cérebros estressados não aprendem do mesmo modo:

  • O sistema de defesa do corpo – a liberação de adrenalina e cortisol – foi feito para garantir nossa resposta imediata a um perigo importante, porém passageiro, como o ataque de um leão. O estresse crônico, como a hostilidade doméstica, desregula de maneira nociva esse sistema, que é programado para lidar apenas com reações de curto prazo.
  • Com o estresse crônico, a adrenalina cria cicatrizes nos vasos sanguíneos que podem causar infarto e AVC. Além disso, o cortisol prejudica as células do hipocampo, o que afeta nossa capacidade de aprender e de nos lembrar.
  • O pior tipo de estresse é a sensação de que não temos controle sobre o problema – que nada podemos fazer para resolvê-lo.
  • O estresse emocional afeta de modo profundo a sociedade, a capacidade de aprendizado escolar das crianças e a produtividade das pessoas no trabalho.

9) Estimule mais sentidos ao mesmo tempo:

  • Nós absorvemos informações sobre um acontecimento por meio dos sentidos, transformamos os estímulos em sinais elétricos (relativos à visão, ao som, etc.), enviamos esses sinais a áreas específicas do cérebro, reconstruímos o que aconteceu e, por fim, temos a percepção do evento como um todo.
  • O cérebro parece depender de experiências passadas para decidir como combinar esses sinais. É por isso que duas pessoas podem ter uma percepção muito diferente do mesmo acontecimento.
  • Nossos sentidos evoluíram para funcionar juntos – a visão influenciando a audição, por exemplo. Por isso, aprendemos melhor quando estimulamos vários sentidos ao mesmo tempo.
  • Os cheiros têm um poder extraordinário de evocar lembranças, talvez porque os sinais do olfato contornam o tálamo e vão direto para os seus destinos, entre os quais está a supervisora das emoções: a amígdala cerebelar.

10) A visão se sobrepõe aos outros sentidos:
  • A visão é o sentido dominante – ela usa quase metade dos recursos cerebrais.
  • Aquilo que vemos é apenas o que o cérebro nos diz para ver, e não é 100% exato.
  • A análise visual que fazemos ocorre em muitas etapas. A retina reúne fótons em fluxos de informação que são como pequenos filmes. O córtex visual processa esses fluxos – algumas de suas áreas registram movimento, outras captam cores, outras percebem os contornos, e assim por diante. Por fim, a informação é reintegrada para que possamos vê-la como um todo.
  • O melhor modo de aprender e lembrar é por meio de figuras, e não de palavras escritas ou faladas.

11) O homem e a mulher têm cérebros diferentes:
  • Enquanto os homens possuem apenas um cromossomo X, as mulheres têm dois (mas um deles fica na reserva). Esse cromossomo é chamado de “local de badalação” cognitiva por conter uma porcentagem extraordinária de genes envolvidos na construção do cérebro.
  • As mulheres são mais complexas do ponto de vista genético porque o cromossomo X ativo em suas células é uma mistura do material genético da mãe com o do pai. O cromossomo X dos homens é sempre herdado da mãe, e seu cromossomo Y contém menos de 100 genes (enquanto o X abriga cerva de 1,5 mil).
  • O cérebro dos homens e o das mulheres se distinguem em termos estruturais e bioquímicos – os homens têm amígdala cerebelar maior e produzem serotonina mais rápido, por exemplo. Mas não se sabe se essas diferenças são importantes.
  • Homens e mulheres reagem de maneira diferente ao estresse agudo. Enquanto elas ativam a amígdala do hemisfério cerebral esquerdo e se lembram dos detalhes emocionais, eles utilizam a amígdala do hemisfério cerebral direito e apreendem o aspecto principal da experiência.

12) Somos grandes exploradores naturais:
  • O comportamento dos bebês é o modelo da maneira como aprendemos; em vez de reagirmos passivamente ao ambiente, realizamos testes ativos por meio da observação, da formulação de hipóteses, da experiência e da conclusão.
  • Partes específicas do cérebro permitem essa abordagem científica. O córtex pré-frontal direito procura erros em nossas hipóteses (“Veja, o tigre não é inofensivo!”) e uma região anexa nos diz para mudar de comportamento (“Corra!”).
  • É possível reconhecer e imitar um comportamento por causa dos “neurônios-espelhos” localizados em todo o cérebro.
  • Algumas partes do cérebro adulto permanecem tão maleáveis quanto aas de um bebê, e por isso podemos criar neurônios e aprender coisas novas ao longo de toda a vida.