terça-feira, 28 de outubro de 2014

5 incríveis civilizações antigas que desapareceram

Ao longo da história da humanidade, diversas civilizações surgiram, tiveram seu apogeu e acabaram enfim desaparecendo ou sendo assimiladas por outros povos.

Algumas dessas civilizações deixaram legados importantes e outras tiveram um desaparecimento misterioso difícil de ser explicado até hoje. Confira aqui algumas dessas civilizações antigas que deixaram parte de sua história para trás. 

1 – Os Olmecas

Os olmecas foram uma das primeiras sociedades da cultura pré-colombiana na Mesoamérica. Especula-se que ela tenha sido a civilização-mãe de outras culturas da mesma região, como os maias e os astecas. 

Sua cultura floresceu entre 1.500 e 400 a.C, mas muito ainda permanece um mistério sobre os olmecas. Desconhece-se sua filiação étnica e nem o que deu origem aos seus traços culturais e seus conhecimentos na construção de pirâmides, monumentos de pedra e esculturas. 

Ninguém sabe ao certo também o motivo que fez com que a civilização começasse a desaparecer a partir de 400 a.C. Alguns estudiosos acreditam que possa ter ocorrido uma invasão, enquanto outros acreditam que mudanças ambientais foram o fator determinante. 

Muitas das informações sobre os olmecas são apenas especulações. Eles podem ter sido os inventores do número zero, proeza muitas vezes creditada aos maias, e também do jogo de pelota mesoamericano, conhecido como pitz pelo maias. Eles podem ter sido também a primeira civilização ocidental a criar uma sistema de escrita.
Créditos: jejim / Thinkstock


2 – Os maias

A civilização maia provavelmente incorporou muito da tradição e cultura dos olmecas. Outra coisa que eles tem em comum é o mistério em torno do seu declínio.

A civilização maia atingiu seu ápice entre os anos de 250 e 950 d.C, no chamado Período Clássico. Pouco tempo depois, houve um rápido declínio, com centros urbanos abandonados e edifícios virando ruínas. 

Várias hipóteses tentam explicar esse súbito declínio, como guerras internas, invasões estrangeiras, surtos de doenças, mudanças climáticas e degradação ambiental. Apesar de uma combinação de todos esses fatores poder explicar o declínio maia, muito mistério ainda permanece.

Os maias de fato nunca desaparecerem totalmente, mesmo com a chegada dos espanhóis no século 16. Até hoje, milhões de maias ainda vivem nas regiões originais da civilização. Por outro lado, muitos deles se integraram à cultura local e muito da cultura original maia foi perdida com o tempo, incluindo o sistema de escrita.
Créditos: Larissa Pereira / Thinkstock

3 – Os nabateus

Os nabateus foram um povo ancestral dos árabes que habitaram a região norte da Arábia, o sul da Jordânia e Canaã. A capital dos nabateus era Petra, na Jordânia. Petra era uma cidade com comércio riquíssimo, em grande parte graças à sua localização, que era uma convergência de várias outras importantes rotas comerciais. 

Petra é uma cidade maravilhosa, esculpida ao lado de um penhasco, com construções incríveis e monumentos esculpidos em rochas. Aliás, ela é tão maravilhosa que foi considerada uma das novas 7 maravilhas do mundo, em um concurso realizado em Lisboa, em 2007. 

Infelizmente, depois de ser dominada pelo Império Romano, Petra enfrentou aos poucos seu declínio comercial. No ano 363, um forte terremoto destruiu grande parte da cidade, que perdeu definitivamente sua importância. Em 551, um segundo terremoto ainda mais grave destruiu a cidade quase por completo, deixando-a em ruínas.
Créditos: Milda79 / Thinkstock


4 - Os Rapanuis

Os rapanuis foram os habitantes da Ilha de Páscoa, responsáveis por criar as enormes esculturas de pedra chamadas moais. Mas a Ilha de Páscoa, bem como os rapanuis, são cercados de mistério. 

Não se sabe muito bem como a civilização chegou até ali e também como ela desapareceu. Sabe-se que os rapanuis eram de origem polinésia e chegaram à ilha entre 300 e 1.200 d.C. Os rapanuis possivelmente também tiveram contato com a América do Sul, introduzindo o cultivo de plantas como a batata doce, nativa da Ilha de Páscoa. 

Uma das hipóteses mais aceitas sobre o declínio dos rapanuis é que o aumento da população acelerado levaram a uma degradação ambiental. Com a ilha desmatada, as consequências foram guerras, fome e um colapso cultural. Se essa hipótese realmente estiver correta, esperamos que não seja um prenúncio do que poderá acontecer com a nossa.
Créditos: anharris / Thinkstock

5 – Império Khmer

Talvez você já tenha ouvido falar do Templo de Angkor Wat, no Camboja. Apesar de incrível, esse templo é apenas a ponta do iceberg em relação ao que representava o complexo urbano da civilização khmer. 

O império Khmer teve seu auge no século 9 e se tornou um dos mais poderosos do sudeste asiático. A cidade chegou a abrigar mais de 1 milhão de pessoas, o que talvez tenha sido a maior cidade do mundo em seu tempo. 

Ainda hoje, os pesquisadores não encontraram uma resposta definitiva sobre o que provocou o desaparecimento dos khmer. As hipóteses mais comuns ficam entre guerras travadas e desastres naturais, mas o mais provável é que tenha ocorrido uma combinação de fatores.
Créditos: Jejim / Thinkstock


Por Gabriel Tonobohn em http://discoverybrasil.uol.com.br/imagens/galleries/civilizacoes-que-desapareceram/

Um guia que vai te deixar por dentro do assunto energia

Energia renovável

A Energia renovável, também chamada Energia Verde ou Energia Limpa, é quentinha e confortável e todo mundo gosta de dar as mãos e cantar músicas sobre ela. Isso porque A) ela usa recursos que são essencialmente infinitos, como água, vento ou luz do sol, ou aqueles que podem ser repostos no tempo de vida humano, como a madeira, e B) causa pouco dano ao meio ambiente, relativamente falando.
Infelizmente, a energia renovável é uma pequena parte da equação e parece que continuará a ser assim por um longo tempo. O problema é que, comparando com outras fontes de energia, as renováveis são caras demais ou sua implementação é ineficiente, e os países simplesmente não querem diminuir sua produtividade atual e sua competitividade global por razões de longo prazo, especialmente quando os outros países não estão fazendo isso também (nós tentamos concordar em fazer isso juntos e não funcionou). O resultado final é que as energias renováveis originam apenas 19% da energia do mundo, e os tipos mais limpos e verdes somam somente 1% do consumo de energia mundial:
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Biomassa

A energia de biomassa é criada queimando organismos vivos ou mortos recentemente, ou transformando-os em combustível. Exemplos comuns incluem queimar madeira ou converter milho em etanol.
Quando as pessoas falam sobre energia limpa, dificilmente você vai ouvir as palavras biomassa e biocombustíveis. Isso porque eles são menos renováveis e menos limpos do que outras energias limpas. Mas se você vai incluir biomassa na categoria renovável, ela é a maior parte da energia renovável do mundo.
A má notícia é que, diferente de outros tipos de energia renovável, a biomassa e o biocombustível somam às emissões de dióxido de carbono, muitas vezes precisam de grandes espaços de solo e seus recursos não são infinitos como o sol, o vento e a água.

Energia hidráulica

A energia hidráulica é outra energia renovável relativamente proeminente, representando quase 4% da energia do mundo. Ela funciona aproveitando o poder da gravidade ao colocar uma barragem em frente a uma corrente ou queda d’água. Quando a água força seu caminho através da barragem, ela faz com que uma turbina rode, movimentando bobinas de fios de cobre entre ímãs; isso gera eletricidade, que é enviada por cabos para a rede elétrica. Esse processo de girar uma turbina para gerar energia é o coração da maior parte das usinas e a origem de quase toda eletricidade do mundo.

Vento

A energia eólica, que é usada somente para gerar eletricidade, produz cerca de 0,5% ou 1/200 da energia mundial. Um tipo de energia super limpo e inofensivo, a energia eólica está crescendo e já é bem importante em alguns lugares (a Dinamarca gera mais de um quarto de sua energia usando vento).

Solar

Ouvimos falar muito sobre energia solar, mas no momento ela é responsável por apenas 0,3% ou 1/300 do consumo de energia mundial (às vezes como eletricidade, às vezes com calor). Toneladas de pesquisas e inovações estão chegando à tecnologia solar e ela é o tipo de energia renovável que mais cresce no mundo.
Também é impressionante o quão pouco da superfície da Terra você precisaria cobrir com painéis solares para gerar energia para todo o mundo. Seria só isso aqui:
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Geotérmica

Usinas geotérmicas usam a força do vapor natural que emerge do centro quente da Terra para girar turbinas e gerar eletricidade (e, como a solar, a energia geotérmica é frequentemente transformada em calor, também). Hoje em dia, a energia geotérmica cobre apenas 0,2% ou 1/500 do consumo de energia do mundo.
Certo, acabamos a parte suave.

Energia Nuclear

A energia nuclear aproveita o imenso poder da fissão nuclear — o processo de quebrar átomos pesados, o que libera energia — para gerar eletricidade.
A energia nuclear é controversa. Alguns falam bem dela e até a incluem na categoria das energias renováveis, e discutem que ela é tanto sustentável como boa para o meio ambiente, pois reduz as emissões prejudiciais. Outros acham que essas pessoas são estúpidas e que, entre acidentes catastróficos, disposição de lixo prejudicial, altos custos e os crescentes riscos de proliferação nuclear e terrorismo, os efeitos do poderio nuclear deveriam ser considerados tão ruins quanto, ou até piores, que os efeitos da energia vinda de combustível fóssil.
O caso dos pessimistas ganhou força em 2011, quando um tsunami chocou-se contra o Japão e causou uma fusão na usina nuclear de Fukushima, resultando no mais danoso desastre nuclear desde a terrível fusão de Chernobyl em 1986. Depois do desastre de Fukushima, alguns países decidiram diminuir ou cortar toda sua produção de energia nuclear (Alemanha e Itália estão entre eles).
Embora esses desastres horríveis tenham tido um enorme preço e exposto totalmente o lado ruim da energia nuclear, ao longo do tempo a energia nuclear causou menos mortes por unidade de energia gerada do que qualquer outra fonte grande de energia (carvão, petróleo, gás natural ou hidroelétrica) e, uma vez que 1kg de urânio-235 pode gerar de duas a três milhões de vezes mais energia do que 1kg de carvão ou óleo, e sem somar para o nosso problema com CO2, parece que há uma razão convincente para continuar a explorar a energia nuclear.
Em 2011, a energia nuclear representava 2,9% do consumo de energia mundial, mas mais de 8% da energia dos EUA.
E agora, para os caras maus…

Combustíveis fósseis

Essa é uma das fontes de energia mais canalhas: a queima de combustíveis fósseis (carvão, óleo e gás natural) produz 78% da energia que é consumida no mundo (82% nos EUA).
Os combustíveis fósseis têm os créditos por permitir a revolução industrial, aumentando a qualidade de vida das massas ao fazer crescer a classe média, e por trazer o mundo para a modernidade. Mas eles também podem ser creditados por cerca de 90 catástrofes naturais, incluindo aquecimento global, chuva ácida, contaminação da água, derramamentos de óleo, mais câncer de pulmão, poluição, smog e por aquele urso polar daquele vídeo ficando super triste porque o gelo está derretendo.
A questão “O quão ruins são os efeitos de queimar combustíveis fósseis, o que isso significa para o futuro, o que devemos fazer sobre isso?” é um post inteiro, um post para outro hora. Por hoje, vamos ignorar isso tudo e só tentar entender o que os combustíveis fósseis são e de onde vêm.
A ideia básica por trás dos combustíveis fósseis é que carvão, petróleo e gás natural são remanescentes de organismos antiquíssimos (em sua maioria plantas cuja maior parte é do período Carbonífero, 300-360 milhões de anos atrás) que morreram e cuja energia foi parcialmente preservada antes delas se decomporem. Depois de muitos milhões de anos sendo esmagados sob intenso calor e pressão do interior da Terra, estes organismos e sua energia química estocada foram convertidos em combustíveis fósseis — e ainda estão embaixo da terra. Agora nós podemos agora minerá-los até a superfície e queimá-los, o que libera a energia conservada (e emite montes de CO2 no processo). A maior parte da eletricidade e do gás que usamos e quase toda a energia de nossos carros e aviões vêm de queimar combustíveis fósseis. As pessoas no ano 2300 vão olhar para o nosso tempo como a Era do Combustível Fóssil na história humana.
Vamos conferir os três grandes combustíveis fósseis:

Carvão mineral

Carvão, uma pedra preta sedimentada encontrada em camadas sob a terra, é usado quase totalmente para produzir eletricidade, e é o material mais prolífico para isso. Porque o carvão é abundante e relativamente barato, o mundo usa toneladas dele — mas ele é também o maior culpado pelas emissões de CO2, soltando cerca de 30% mais CO2 do que queimar petróleo e quase o dobro do gás natural para gerar uma quantidade equivalente de calor.
Os EUA são a Arábia Saudita do carvão, possuindo 22% do carvão do mundo e mais do que qualquer outro país. A China, porém, se tornou o maior consumidor de carvão — quase metade do carvão queimado no mundo em 2011 foi queimado na China.

Petróleo

Quando você ouvir pessoas falando sobre óleo enquanto combustível, elas estão falando de petróleo, também chamado de óleo bruto — um líquido preto pegajoso, normalmente encontrado em profundas reservas sob a terra. Quando o petróleo é extraído, ele vai para uma refinaria, onde é separado, usando diferentes pontos de ebulição, em alguns gases e combustíveis diferentes. O mais proeminente é a gasolina, mas inclui tudo: de combustível de avião e óleo diesel, óleo de motor, o propano que você usa na sua churrasqueira até a cera de vela. Na maior parte do mundo, o petróleo é usado como combustível para transporte, não para gerar eletricidade.
Os EUA são os maiores consumidores de petróleo, consumindo mais de 20% do petróleo do mundo. Os EUA também são um dos três maiores produtores de petróleo do mundo, junto com a Arábia Saudita e a Rússia, que produzem mais ou menos a mesma quantidade. Mas os EUA dificilmente têm as maiores reservas de petróleo; elas estão todas no Oriente Médio:
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Olhando para esse mapa, três coisas ficam claras:
1) Porque os príncipes sauditas têm palácios tão bacanas
2) Porque Saddam Hussein queria tanto roubar o Kuwait
3) Porque Dubai tem coisas como um ski resort entre quatro paredes, algumas centenas de ilhas artificiais e o maior prédio do mundo.
Somando tudo, o Oriente Médio tem mais de 60% das reservas de petróleo remanescentes no planeta.
Uma outra coisa interessante: quando eu olho para uma imagem dos campos de petróleo reais, me impressiona como eles são uma parte pequena da terra. Por exemplo, o Irã é quase totalmente estéril de óleo, mas aquelas pequenas reservas mais a oeste do país são suficientes para fazer do país o segundo mais rico em petróleo no mundo:
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Nós estamos falando sobre petróleo convencional, mas no Canadá e na Venezuela existem também grandes reservas de areias betuminosas, ou seja, pedras ou lodo que contém petróleo. A extração desse petróleo é cara e inconveniente, mas se/quando o petróleo normal começar a secar, o mundo provavelmente vai bicar dessas reservas extras.

Gás natural

O gás natural é essencialmente gás metano encontrado em bolsões sob a terra, ou às vezes incorporado no xisto. Este é o gás que acende o seu fogão e também uma das maiores fontes de eletricidade (produz cerca de 20% da eletricidade nos EUA). O gás natural vem crescendo e agora representa um quarto da energia do mundo.
Uma das razões pelas quais o gás natural está se popularizando é que os cientistas encontraram uma nova forma de extrair o gás da Terra, chamada de fraturamento hidráulico ou “fracking”, que usa uma mistura de água, areia e química para criar rachaduras no xisto, rico em gás natural, e forçar o gás para fora. Esse método tem sido muito efetivo, mas também é controverso por conta de algumas sérias preocupações ambientais — este vídeo explica isso bem.
Combustíveis fósseis contêm toda a história da Terra em restos enterrados de organismos, e ao contrário de fontes renováveis de energia, quando acabarem será para sempre.
Então, o quanto ainda resta?
De acordo com a Administração de Informação de Energia dos EUA, estas são as reservas dos três combustíveis fósseis:
Carvão: 905 bilhões de toneladas, que equivalem a 4.416 bilhões de barris (702.1 km3) do equivalente em petróleo
Petróleo: 3,740 bilhões de barris (595 km3), incluindo todo o petróleo extra na areia betuminosa do Canadá e da Venezuela
Gás natural: 181 trilhões de metros cúbicos, o que equivale a 1.161 bilhões de barris (184.6 km3) do equivalente em petróleo
Somando tudo isso, o volume de petróleo e dos equivalentes ao petróleo que ainda restam dos três combustíveis fósseis é de 1,481 km3. Isso faria um cubo com um lado de 11,3 km, capaz de cobrir a maior parte do Brooklyn, que conteria em si todo o combustível fóssil restante na Terra. Usando o mesmo método de comparar com petróleo, a cada ano, o consumo mundial de combustível fóssil formaria um cubo com um lado de 2,4 km, que caberia tranquilamente no centro de Manhattan.
O ponto chave é que aquele cubo de 11 km com o que nos sobrou de combustíveis fósseis irá durar apenas uns 80 anos, se no futuro nós usarmos o mesmo tanto que usamos hoje em dia. Emocionante.
Finalmente, aqui está um ótimo gráfico mostrando todas as fontes de energia que discutimos acima e seu uso nos EUA em 2012 (um “quad” é um quatrilhão BTU — o consumo anual nos EUA de 95.1 quads de energia representa pouco menos que um quinto do total mundial). É interessante ver o quanto da energia produzida é desperdiçada.
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[Imagem de destaque via]

Via RSS de Gizmodo Brasil

Independente de quem ganhou (as eleições), o que eu ganho quando encontro você?

Independente de quem ganhou, faça a sua parte e de mais 1 mil pessoas.

Trate TODO MUNDO MUITO BEM.

Seja GENEROSO.

Pense GRANDE.

Compartilhe tudo que puder.

Faça negócios com PEQUENAS EMPRESAS sempre que possível.

Leia MUITO.

Guarde dinheiro para VIAJAR e conhecer outros países e culturas.

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Seja HONESTO mesmo que os outros não sejam.

Viva 24 horas pensando em ser um EXEMPLO dos melhores valores possíveis para todo mundo que passar por você.

Não importa quem ganhou, o que interessa é o que os outros ganham quando encontram você.

QUEBRA TUDO!!!

SEMPRE!!

by Ricardo Jordão Magalhães...

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Quando Steve Jobs mostrou o WI-FI pela primeira vez...


Por que o Steve Jobs é o cara???
Porque Steve Jobs pegou as tecnologias que os burrocratas do mundo da tecnologia achavam que não serviam para nada além de fazer planilhas e perfurar cartões, e transformou em ferramentas incríveis para as pessoas comuns.
O vídeo abaixo mostra o momento em que Steve Jobs demonstrou o WIFI para todo mundo em 1999.
Hoje o WIFI é lugar comum.
Mas quem aqui se lembra do dia em que você acessou a internet sem fio pela primeira vez???
Agora imagina todo mundo vendo isso pela primeira vez na vida???
Confere a reação da galera...

Post original: http://www.bizrevolution.com.br/bizrevolution/2014/10/quando-steve-jobs-mostrou-o-wi-fi-pela-primeira-vez.html

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Guia de A a Z de sua marca pessoal!!



A maneira com que nossos cérebros veem os logotipos

Você sabe como nossa mente reage aos logotipos das marcas que nos identificamos? Aqui está o segredo


Há muito mais coisas acontecendo em nosso cérebro do que os nossos olhos quando vemos os arcos dourados do McDonald’s ou o swooshda Nike.
Em 400 milissegundos, um logotipo pode provocar as respostas emocionais e até mesmo mudar nosso comportamento.
A neurociência diz que os logos, e as marcas por trás deles podem ativar partes do cérebro de uma maneira muito mais profunda do que podemos pensar.
Na verdade, as marcas que adoramos desencadeiam respostas nas mesmas áreas do cérebro que processam as relações humanas.
Então, se você ama seu iPhone, vendo o logotipo da Apple pode realmente acender os sentimentos quentes e macios que ver o rosto de um velho amigo inspira.
Confira o infográfico abaixo, compilado pelo LogoMaker, para saber mais sobre como o cérebro se rompe um logotipo, e como esse processo afeta nossas ações.



Por  em 

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

O Paradoxo de Fermi: onde é que estão as outras Terras?


Quando você está em algum lugar propício para admirar as estrelas, e se a noite estiver especialmente boa para vê-las, é incrível olhar para cima e se deparar com algo semelhante à imagem acima.
Algumas pessoas ficam impressionadas pela beleza do céu, ou se deslumbram com a vastidão do universo. No meu caso, eu passo por uma leve crise existencial, e depois ajo bem estranhamente por meia hora. Cada um reage de um jeito diferente.
O físico Enrico Fermi também reagia diferente, e se perguntou: “cadê todo mundo?”

Os números

Um céu estrelado parece imenso, mas tudo o que estamos vendo é a nossa vizinhança. Nas melhores noites estreladas, nós podemos ver até 2.500 estrelas (mais ou menos um centésimo de milionésimo do total de estrelas em nossa galáxia). Quase todas estão a menos de mil anos-luz de nós (ou 1% do diâmetro da Via Láctea). Então, na verdade estamos olhando para isto:
DivulgaçãoNosso céu noturno é formado por uma pequena parte das estrelas próximas e mais brilhantes dentro do círculo vermelho.
Quando somos confrontados com o assunto de estrelas e galáxias, uma questão que atormenta a maior parte dos humanos é: “há vida inteligente lá fora?” Vamos colocar alguns números nessa questão; se você não gosta de números, pode ler só o negrito.
Nossa galáxia tem entre 100 bilhões e 400 bilhões de estrelas; no entanto, este é quase o mesmo número de galáxias no universo observável. Então, para cada estrela da imensa Via Láctea, há uma galáxia inteira lá fora. No total, existem entre 10^22 e 10^24 estrelas no universo. Isso significa que para cada grão de areia na Terra, há 10.000 estrelas no universo.
O mundo da ciência não está em total acordo sobre qual porcentagem dessas estrelas são parecidas com o Sol (similares em tamanho, temperatura e luminosidade). As opiniões tipicamente vão de 5% a 20%. Indo pela mais conservadora (5%) e o número mais baixo na estimativa total de estrelas (10^22), isso nos dá 500 quintilhões, ou 500 bilhões de bilhões de estrelas similares ao Sol.
Também há um debate sobre qual porcentagem dessas estrelas similares ao Sol poderiam ser orbitadas por planetas similares a Terra (com condições parecidas de temperatura, que poderiam ter água líquida e que poderia sustentar vida similar à da Terra). Alguns dizem que é até 50%, mas vamos ficar com os conservadores 22% que apareceram em um recente estudo no PNAS. Isso sugere que há um planeta similar à Terra, potencialmente habitável, orbitando pelo menos 1% do total de estrelas do universo: um total de 100 bilhões de bilhões de planetas similares à Terra.
Então existem 100 planetas parecidos com a Terra para cada grão de areia do mundo. Pense nisso na próxima vez que for à praia.
Daqui para a frente, nós não temos outra escolha senão sermos especulativos. Vamos imaginar que, depois de bilhões de anos de existência, 1% dos planetas parecidos com a Terra tenham desenvolvido vida (se isso for verdade, cada grão de areia representaria um planeta com vida). E imagine que em 1% desses planetas avance até o nível da vida inteligente, como aconteceu na Terra. Isso significaria que teríamos 10 quatrilhões, ou 10 milhões de bilhões de civilizações inteligentes no universo observável.
Voltando para a nossa galáxia e fazendo as mesmas contas usando a estimativa mais baixa de estrelas na Via Láctea, estimamos que existem 1 bilhão de planetas similares à Terra, e 100 mil civilizações inteligentes na nossa galáxia. (A Equação de Drake traz um método formal para esse processo limitado que estamos fazendo).
A SETI (Busca por Inteligência Extraterrestre, na sigla em inglês) é uma organização dedicada a ouvir sinais de outras vidas inteligentes. Se nós estivermos certos e houver 100 mil ou mais civilizações inteligentes na nossa galáxia, uma fração delas estaria emitindo ondas de rádio, ou raios laser, ou qualquer coisa para realizar contato. Então os satélites da SETI deveria estar recebendo sinais de todo tipo, certo?
Mas não está. Nunca recebeu.
Cadê todo mundo?

Tipos de civilização

E tudo fica mais estranho. Nosso Sol é relativamente jovem em relação ao universo. Há estrelas muito mais velhas, com planetas muito mais velhos e semelhantes à Terra, o que em teoria representaria civilizações muito mais avançadas que a nossa. Por exemplo, vamos comparar nossa Terra de 4,54 bilhões de anos com um hipotético planeta X, com seus 8 bilhões de anos.
Divulgação
Se o planeta X tiver uma história similar a da Terra, vamos olhar para onde sua civilização estaria hoje:
DivulgaçãoHoje, o Planeta X estaria a 3,46 bilhões de anos de desenvolvimento além do que temos hoje.
A tecnologia e o conhecimento de uma civilização mil anos à nossa frente poderia ser tão chocante quanto nosso mundo seria para uma pessoa medieval. Uma civilização um milhão de anos à frente poderia ser tão incompreensível para nós quanto a cultura humana é para chimpanzés. E o planeta X está a 3.4 bilhões de anos à frente de nós…
Existe algo chamado de Escala Kardashev, que nos ajuda a agrupar civilizações inteligentes em três grandes categorias, de acordo com a quantidade de energia que usam:
  • uma Civilização Tipo I tem a habilidade de usar toda a energia de seu planeta. Nós não somos exatamente uma Civilização Tipo I, mas estamos perto (Carl Sagan criou uma fórmula para essa escala que nos coloca como uma Civilização Tipo 0,7);
  • uma Civilização Tipo II pode colher toda a energia de seu sistema solar. Nosso débil cérebro Tipo I mal consegue imaginar como alguém faria isso, mas nós tentamos nosso melhor, imaginando coisas como a Esfera de Dyson.
  • uma Civilização Tipo III ultrapassa fácil as outras duas, acessando poder comparável ao da Via Láctea inteira.
Se esse nível de avanço parece difícil de acreditar, lembre-se do planeta X e de seus 3,4 bilhões de anos de desenvolvimento além do nosso (cerca de meio milhão de vezes mais do que o tempo que a raça humana existe). Se uma civilização no planeta X for similar à nossa e foi capaz de sobreviver até chegar no Tipo III, é natural pensar que a essa altura eles provavelmente já dominaram a viagem interestelar, possivelmente até mesmo colonizando a galáxia inteira.
Como essa colonização galáctica teria acontecido? Uma hipótese: cria-se um maquinário que pode viajar para outros planetas, passam-se uns 500 anos se auto-replicando usando os materiais que encontrarem no novo planeta, e então enviam-se duas réplicas para fazerem a mesma coisa.
Mesmo sem alcançar nada perto da velocidade da luz, esse processo colonizaria a galáxia inteira em 3,75 milhões de anos, relativamente um piscar de olhos quando estamos falando de uma escala de bilhões de anos:
Divulgação
Nesta evolução exponencial, a galáxia estaria completamente colonizada em 3,75 milhões de anos. Fonte: J. Schombert, U. Oregon
Continuando a especular, se 1% da vida inteligente sobreviver tempo suficiente para se tornar uma colonizadora de galáxias Civilização Tipo III em potencial, nossos cálculos acima sugerem que haveriam mil Civilizações Tipo III só em nossa galáxia. Dado o poder de tal civilização, sua presença provavelmente seria fácil de se notar. E, ainda assim, nós não vemos nada, não ouvimos nada e não fomos visitados por ninguém.
Então cadê todo mundo?
Sejam bem-vindos ao Paradoxo de Fermi.
Ainda não há uma resposta para o Paradoxo de Fermi. O melhor que podemos fazer é conseguir “explicações possíveis”. E se você perguntar a dez cientistas diferentes qual o palpite deles sobre a explicação correta, você terá dez respostas diferentes. Sabe quando humanos de antigamente discutiam se a Terra era redonda, ou se o Sol girava em torno da Terra, ou achavam que os raios aconteciam por causa de Zeus? Por isso, hoje eles parecem primitivos e ignorantes; no entanto, esse é mais ou menos o ponto em que estamos neste assunto.
Ao analisar as hipóteses mais discutidas sobre o Paradoxo de Fermi, vamos dividi-las em duas grandes categorias: as explicações que supõem que não há sinal de Civilizações Tipo II e III porque elas não existem; e as explicações que sugerem que elas estão lá, só que não estamos vendo ou ouvindo nada por outros motivos.

Grupo 1 de Explicações: não há sinais de civilizações superiores (Tipos II e III) porque elas não existem.

Aqueles que acreditam em explicações do Grupo 1 recusam qualquer teoria do tipo “existem civilizações maiores, mas nenhuma delas fez qualquer tipo de contato conosco porque todas _____”. O pessoal do Grupo 1 vê os números, entende que deveria haver milhares (ou milhões) de civilizações superiores, e intui que pelo menos uma delas deveria ser a exceção à regra. Mesmo se uma teoria abarcasse 99,99% das civilizações superiores, o 0,001% restante se comportaria de alguma outra forma e nós perceberíamos sua existência.
Por isso, dizem as explicações do Grupo 1, não entramos em contato com civilizações superavançadas porque porque não existem. Como a matemática sugere que existem milhares delas só na nossa galáxia, alguma outra coisa deve estar acontecendo.
Essa “outra coisa” é o Grande Filtro.
A teoria do Grande Filtro diz que, em algum ponto entre o início da vida e a inteligência Tipo III, há uma barreira. Há algum estágio naquele longo processo evolucionário que é improvável ou impossível de ser atravessado pela vida. Esse estágio é chamado de O Grande Filtro.
DivulgaçãoAs linhas amarelas mostram saltos evolucionários comuns de serem alcançados. A linha vermelha é o Grande Filtro. A linha verde representa uma espécie que, passando por eventos extraordinários, consegue ultrapassar o Grande Filtro.
Se essa teoria for real, a grande questão é: quando acontece o Grande Filtro na linha do tempo?
Acontece que, quando o assunto é o destino da humanidade, essa questão é muito importante. Dependendo de quando O Grande Filtro ocorre, sobram para nós três possíveis realidades: nós somos raros; nós somos os primeiros; ou nós estamos ferrados.
1. Nós somos raros (já passamos do Grande Filtro)
Uma esperança é que já tenhamos passado do Grande Filtro. Nós conseguimos atravessá-lo, portanto é extremamente raro que a vida alcance nosso nível de inteligência. O diagrama abaixo mostra apenas duas espécies passando por ele; nós somos uma delas.
Divulgação
Esse cenário explicaria por que não existem Civilizações Tipo III… mas isso também poderia significar que nós podemos ser uma das exceções, já que chegamos até aqui. Isso significaria que há esperança para nós. Superficialmente, isso parece com as pessoas de meio século atrás, sugerindo que a Terra é o centro do universo. Sugere que nós somos especiais.
Mas se nós somos especiais, quando exatamente nos tornamos especiais? Isto é, qual passo nós superamos, apesar de quase todo mundo ficar preso nele?
Uma possibilidade: o Grande Filtro pode estar no comecinho de tudo; pode ser incrivelmente raro que a vida comece. Esse é um candidato porque demorou um bilhão de anos para a vida na Terra finalmente acontecer, e porque nós tentamos exaustivamente replicar esse evento em laboratórios e jamais conseguimos. Se este é mesmo o Grande Filtro, isso significaria que não deve existir vida inteligente lá fora – pode simplesmente não haver vida.
Outra possibilidade: o Grande Filtro pode ser o salto de células procariontes simples para células eucariontes complexas. Após o surgimento das procariontes, elas permaneceram dessa forma por quase dois milhões de anos antes de darem o salto evolucionário para se tornarem complexas e ganharem um núcleo. Se esse é o Grande Filtro, isso significaria que o universo está repleto de células procariontes simples e quase nada além disso.
Há outras possibilidades. Alguns acham até que nosso salto evolucionário mais recente, alcançando nossa inteligência atual, é um candidato a Grande Filtro. Ainda que o salto de vida semi-inteligente (chimpanzés) até a vida inteligente (humanos) a princípio não pareça um passo miraculoso, Steven Pinker rejeita a ideia de que a “escalada ascendente” da evolução seja inevitável:
Uma vez que a evolução apenas acontece, sem ter um objetivo, ela usa a adaptação mais útil para um certo nicho ecológico. O fato que, na Terra, até hoje isso levou a inteligência tecnológica apenas uma vez, pode sugerir que essa consequência da seleção natural é rara e, consequentemente, não é um desenvolvimento infalível da evolução de uma árvore da vida.
A maioria dos saltos não se qualifica como candidatos a Grande Filtro. Qualquer Grande Filtro possível deve ser algo que só acontece uma vez em um bilhão, onde uma ou mais anomalias devem ocorrer para proporcionar uma enorme exceção.
Por esse motivo, algo como pular de uma vida unicelular para uma multicelular está fora de questão como filtro, porque isso aconteceu pelo menos 46 vezes em incidentes isolados, só no nosso planeta. Pela mesma razão, se nós encontrarmos uma célula eucarionte fossilizada em Marte, ela iria tirar o salto “de-célula-simples-para-complexa” da lista de possíveis Grandes Filtros (assim como qualquer outra coisa que esteja antes desse ponto na cadeia evolucionária). Se isso aconteceu tanto na Terra quanto em Marte, claramente não é uma anomalia.
Se nós formos mesmo raros, isso pode ser por causa de um acidente biológico, mas isso também pode ser atribuído ao que se chama de Hipótese da Terra Rara. Ela sugere que, ainda que existam muitos planetas similares a Terra, as condições particulares do nosso planeta o tornam tão conveniente à vida — sejam as relacionadas a seu sistema solar, seu relacionamento com a Lua (uma lua tão grande é incomum para um planeta tão pequeno, contribuindo para as condições peculiares de nosso clima e nosso oceano), ou algo sobre o planeta em si.
2. Nós somos os primeiros
DivulgaçãoA civilização humana é representada pela linha laranja.
Para pensadores do Grupo 1, se já não tivermos passado pelo Grande Filtro, nossa única esperança é que, do Big Bang até hoje, as condições no universo estão alcançando um nível que permita o desenvolvimento de vida inteligente. Nesse caso, nós podemos estar a caminho da super inteligência, mas isso ainda não aconteceu. Por acaso, nós estaríamos na hora certa para nos tornarmos uma das primeiras civilizações super inteligentes.
Um exemplo de um fenômeno que poderia tornar isso realístico é o predomínio de explosões de raios gama, detonações absurdamente imensas que observamos em galáxias distantes. Levou algumas centenas de milhões de anos para que os asteróides e vulcões se acalmassem e a vida se tornasse possível.
Da mesma forma, pode ser que o começo das existências no universo esteja cheio de eventos cataclísmicos, como explosões de raios gama que incinerariam tudo à sua volta de tempos em tempos, evitando que qualquer vida se desenvolva a partir de um certo estágio. Talvez estejamos agora no meio de uma fase de transição astrobiológica, e essa seja a primeira vez que qualquer vida tenha sido capaz de se desenvolver ininterruptamente por tanto tempo.
3. Nós estamos ferrados (o Grande Filtro está chegando)
Divulgação
O Grande Filtro é representado pela linha vermelha.
Se nós não somos nem raros nem pioneiros, os pensadores do Grupo 1 concluem que O Grande Filtro deve estar no nosso futuro. Isso implicaria que a vida frequentemente evolui até onde estamos, mas alguma coisa impede, em quase todos os casos, que a vida vá muito adiante e alcance a inteligência avançada — e dificilmente nós seremos uma exceção.
Um possível Grande Filtro seria algum evento cataclísmico que ocorra regularmente, como as já mencionadas explosões de raio gama. Só que ela ainda não teria ocorrido e, infelizmente, é uma questão de tempo até que ela acabe com toda a vida na Terra. Outra candidata é a destruição possivelmente inevitável que quase todas as civilizações inteligentes acabariam trazendo para si mesmas, uma vez atingido certo nível de tecnologia.
É por isso que o filósofo Nock Bostrom, da Universidade de Oxford, diz que “boa novidade é não haver novidade“. Se descobrirem vida em Marte, mesmo que simples, isso seria devastador, porque eliminaria diversos potenciais Grandes Filtros no passado. E se encontrarmos fósseis de vida complexa em Marte, Bostrom diz que “seria a pior notícia já impressa em uma primeira página de jornal”, porque significaria que o Grande Filtro está quase que definitivamente à nossa frente, condenando toda nossa espécie de uma vez. Bostrom acredita que, quando se trata do Paradoxo de Fermi, “o silêncio do céu noturno é ouro”.

Grupo 2 de Explicações: civilizações inteligentes dos Tipos I e II existem, mas há razões lógicas para que não tenhamos ouvido falar delas.

As explicações do Grupo 2 abandonam qualquer ideia de que nós somos raros, especiais ou qualquer coisa parecida. Pelo contrário, elas acreditam no Princípio da Mediocridade: ou seja, até que se prove o contrário, não há nada de especial ou incomum em nossa galáxia, sistema solar, planeta ou nível de inteligência. Além disso, elas são mais cautelosas antes de assumir que, se não há evidências de uma inteligência superior, ela não existe. Elas enfatizam o fato de nossas buscas por sinais só alcançarem mais ou menos até 100 anos-luz de nós (0,1% da galáxia) e só terem ocorrido há menos de uma década, o que é pouquíssimo tempo.
Pensadores do Grupo 2 têm uma ampla gama de possíveis explicações para o Paradoxo de Fermi. A seguir, eis as nove mais discutidas:
Possibilidade 1: a vida superinteligente pode ter visitado a Terra antes de estarmos aqui.Humanos sencientes só estão por aí há uns 50 mil anos, um piscar de olhos se comparado à existência do universo. Se o contato ocorreu antes disso, deve ter assustado alguns patos e só. Além disso, nossa história documentada só vai até uns 5.500 anos atrás. Por isso, talvez tribos humanas de caçadores-coletores pode ter passado por algumas experiências loucas com aliens, mas não tinham como contá-las para as pessoas do futuro.
Possibilidade 2: a galáxia foi colonizada, mas nós moramos em uma área despovoada. As Américas podem ter sido colonizadas pelos europeus muito antes de qualquer um daquela pequena tribo Inuit ao norte do Canadá ter percebido o ocorrido. Pode haver um elemento de urbanização nas moradias estelares das espécies mais avançadas: todos os sistemas solares de uma certa área são colonizados e estão em comunicação, mas seria pouco prático e inútil pra qualquer um deles vir até o canto distante e aleatório em que vivemos.
Possibilidade 3: todo o conceito de colonização física é comicamente atrasado para uma espécie mais avançada. Uma Civilização Tipo II consegue usar toda a energia de sua estrela. Com toda essa energia, eles podem ter criado um ambiente perfeito para eles, satisfazendo todas as suas necessidades. Eles podem ter meios hiperavançados de reduzir a necessidade de recursos, e interesse zero em deixar sua utopia feliz para explorar um universo frio, vazio e pouco desenvolvido.
Uma civilização ainda mais avançada poderia ver todo o mundo físico como um lugar horrivelmente primitivo, tendo há muito dominado sua própria biologia e feito upload de seus cérebros para uma realidade virtual, um paraíso da vida eterna. Viver em um mundo físico de biologia, morte, desejos e necessidades pode soar para eles da mesma forma como nos soam as espécies primitivas vivendo no oceano escuro e gelado.
Possibilidade 4: há civilizações predatórias e assustadoras lá fora, e as formas de vida mais inteligentes sabem que não devem transmitir sinais e divulgar sua localização. Essa é uma ideia desagradável, mas que ajudaria explicar a falta de sinais recebidos pelos satélites SETI. Ela também significaria que, ao transmitir nossos sinais lá pra fora, estamos sendo novatos inocentes e descuidados. Há um debate envolvendo METI (Mensagem às Inteligências Extraterrestes na sigla em inglês; o inverso de SETI, que só escuta). Basicamente, deveríamos mesmo enviar mensagens para o universo? A maioria das pessoas diz que não.
Stephen Hawking adverte: “se aliens nos visitarem, o resultado pode ser parecido com a chegada de Colombo nas Américas, que não terminou bem para os nativos”. Mesmo Carl Sagan, que geralmente acredita que qualquer civilização avançada o bastante para viagens interestelares seria altruísta, não hostil, diz que a prática de METI é “profundamente imprudente e imatura“, e recomendou que “as crianças mais novas de um cosmo estranho e incerto deveriam ouvir em silêncio por um longo tempo, aprendendo pacientemente e tomando notas sobre o universo, antes de gritar para uma selva desconhecida que não conseguimos compreender”. Assustador.
Possibilidade 5: existe apenas uma única inteligência superior, uma civilização “superpredadora” (mais ou menos como os humanos aqui na Terra) que é muito mais avançada que todas as outras e mantém as coisas assim, exterminando qualquer civilização que ultrapasse um certo nível de inteligência. Isso seria um saco. Poderia funcionar se o extermínio de todas as inteligências emergentes fosse um desperdício de recursos, já que a maioria se mata sozinha. Mas, ultrapassado um certo ponto, esses super seres agiriam porque, para eles, uma espécie inteligente emergente se tornaria um vírus, conforme começasse a crescer e se expandir. Essa teoria sugere que a vitória é de quem foi o primeiro a alcançar a inteligência superior. Ninguém mais tem chance. Isso explicaria a falta de atividade lá fora, porque o número de civilizações superinteligentes seria 1.
Possibilidade 6: há muito barulho e atividade lá fora, mas nossas tecnologias são muito primitivas e nós estamos procurando pelas coisas erradas. É como entrar em um prédio de escritórios, ligar um walkie-talkie (que ninguém mais usa) e, ao não ouvir nada, concluir que o prédio está vazio. Ou talvez, como apontou Carl Sagan, pode ser que nossas mentes trabalhem exponencialmente mais rápido ou mais lentamente do que a de qualquer outra forma de vida lá fora. Ou seja, eles levam 12 anos pra dizer “oi” e, quando nós ouvimos essa comunicação, isso parece apenas ruído.
Possibilidade 7: civilizações mais avançadas sabem sobre nós e estão nos observando, mas se ocultam de nós (a “Hipótese do Zoológico”). Até onde sabemos, civilizações super inteligentes existem em uma galáxia controlada rigidamente, e nossa Terra é tratada como parte de um safári amplo e protegido, e planetas como o nosso estão sob uma estrita regra de “olhe, mas não toque”. Nós não estamos cientes deles porque, se uma espécie muito mais inteligente quisesse nos observar, ela saberia como fazer isso sem nos deixar saber. Talvez haja uma regra similar à “Primeira Diretriz” de Jornada nas Estrelas, que proíbe seres super inteligentes de fazerem qualquer contato aberto com espécies inferiores como a nossa, ou de se revelarem de qualquer forma, até que a espécie inferior alcance um certo nível de inteligência.
Possibilidade 8: civilizações superiores existem à nossa volta, mas somos primitivos demais para percebê-las. Michio Kaku resumiu isso assim:
Digamos que há um formigueiro no meio da floresta. Ao lado do formigueiro, estão construindo uma super autoestrada de dez faixas. E a questão é, “as formigas seriam capazes de entender o que é uma super autoestrada de dez faixas? Elas seriam capazes de entender a tecnologia e as intenções dos seres construindo a autoestrada a seu lado?”
Então não é que, usando nossa tecnologia, não sejamos capazes de receber os sinais do planeta X. É que nós não conseguimos sequer entender o que são os seres do planeta X, ou o que eles estão tentando fazer. É tão além de nós que mesmo se eles quisessem nos esclarecer, seria como tentar ensinar às formigas sobre a internet.
Seguindo essa linha, essa pode ser uma resposta para “se existem tantas exuberantes Civilizações Tipo III, por que ainda não entraram em contato conosco?”. Para responder isso, vamos nos perguntar: quando Pizarro chegou ao Peru, ele parou um tempo em um formigueiro e tentou se comunicar com ele? Ele foi magnânimo, tentando ajudar as formigas? Ele foi hostil e atrasou sua missão original só para esmagar e destruir o formigueiro? Ou, para Pizarro, o formigueiro era completa e absoluta e eternamente irrelevante? Essa pode ser a nossa situação nesse caso.
Possibilidade 9: nós estamos completamente enganados sobre nossa realidade. Há muitas maneiras pelas quais nós podemos estar totalmente iludidos em tudo que pensamos. O universo pode parecer ser de um jeito e ser de outro completamente diferente, como um holograma. Ou talvez nós sejamos os alienígenas e fomos plantados aqui como um experimento. Há até mesmo a chance de que sejamos parte de uma simulação de computador de algum pesquisador de outro mundo, e outras formas de vida simplesmente não foram programadas na simulação.

Conclusão

Conforme continuamos em nossa possivelmente inútil busca por inteligência extraterrestre, eu não tenho certeza o que queremos encontrar. Francamente, tanto faz saber se estamos oficialmente sozinhos no universo ou se estamos oficialmente na companhia de outros, ambas são opções assustadoras. É um tema recorrente em todos os enredos surreais acima: qualquer que seja a verdade, ela é de enlouquecer.
Além de seu chocante ingrediente de ficção científica, o Paradoxo de Fermi também me deixa profundamente humilde. Não só lembra que sou microscópico e minha existência dura uns três segundos, algo que me vem à cabeça sempre que penso sobre o universo. O Paradoxo de Fermi traz à tona uma humildade mais mordaz, mais pessoal, do tipo que só acontece depois de passar horas de pesquisa ouvindo os mais renomados cientistas de nossa espécie apresentando as teorias mais insanas, mudando de ideia e contradizendo um ao outro freneticamente. Ele nos faz lembrar que as futuras gerações olharão para nós da mesma forma que nós olhamos para os antigos, que tinham certeza que as estrelas estavam sob o domo do céu; no futuro, lembrarão de nós dizendo “uau, eles não tinham ideia nenhuma do que estava acontecendo”.
E ainda temos mais outro golpe à autoestima com todo esse assunto de Civilizações Tipos II e III. Aqui na Terra, nós somos os reis de nosso pequeno castelo, comandando os rumos do planeta mais do que qualquer outra espécie. Nessa bolha, sem competição e sem ninguém para nos julgar, é raro que sejamos confrontados com a ideia de sermos uma espécie inferior a qualquer outra. Mas não somos nem uma Civilização Tipo I!
Dito isso, toda essa discussão é maravilhosa para mim. Sim, tenho minha perspectiva de que a humanidade é uma órfã solitária em uma pequena rocha no meio de um universo solitário. Mas as hipóteses apontam que provavelmente não somos tão espertos como pensamos. Além disso, muito do que temos certeza pode estar errado. Tudo isso me deixa esperançoso em conhecer e descobrir mais, nem que seja um pouquinho, porque existem muito mais coisas do que nós temos consciência.
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Este artigo é de autoria de Tim Urban, do site Gizmodo Brasil, link: http://gizmodo.uol.com.br/paradoxo-fermi/